Sentenciado a 4 anos e 2 meses de prisão, Bolsonaro foi condenado por articular sanções junto ao governo americano contra magistrados da Corte 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O deputado federal Eduardo Bolsonaro discursa na Câmara — Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados/03-07-2024 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 17:05 EUA criticam condenação de Eduardo Bolsonaro e falam em "lawfare" O Departamento de Estado dos EUA defendeu Eduardo Bolsonaro após sua condenação pelo STF por coação, chamando-a de "perseguição" e "lawfare" contra a oposição. Sentenciado a 4 anos, Bolsonaro foi acusado de articular sanções americanas contra magistrados. Marco Rubio, chefe da pasta, destacou tensões políticas na América Latina. Trump confundiu Eduardo com Flávio Bolsonaro durante o G7. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Departamento de Estado dos EUA defendeu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), após a condenação dele na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo. Sentenciado a 4 anos e 2 meses de prisão, Bolsonaro foi condenado por articular sanções junto ao governo americano contra magistrados da Corte. Em nota atribuída a um porta-voz do Departamento de Estado, o governo americano afirma que a sentença é o mais recente episódio "em um padrão de perseguição e guerra jurídica (lawfare) por parte dos tribunais brasileiros contra sua oposição política". "Os debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas e não por condenações", conclui a mensagem. A manifestação do departamento foi publicada primeiro pela Reuters e confirmada pelo GLOBO. A pasta é comandada pelo republicano Marco Rubio, que, no início do mês, exclui o Brasil de uma lista de aliados dos EUA na América Latina. — É incrível que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela, que ainda enfrenta alguns desafios, e, claro, Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, e até certo ponto, o atual governo da Colômbia também — pelo menos o presidente tem sido problemático — é uma região cheia de aliados e líderes amigáveis aos Estados Unidos — afirmou Rubio em uma sessão do Comitê de Relações Exteriores do Senado. A condenação de Eduardo Bolsonaro já havia sido mencionada pelo presidente Donald Trump durante a Cúpula do G7, na quarta-feira. O americano disse ter ouvido "dizer que que prenderam o Bolsonaro Jr.' . Ele acabou, no entanto, confundindo o ex-deputado federal com o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao dizer que ele estava "indo bem nas pesquisas". Flávio é o pré-candidato do PL à Presidência da República. — Tem sido desagradável. Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele (Lula) e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas. Prenderam ele, ou querem prender ele. Momentos depois, Trump disse que o Brasil é um "país politicamente difícil" ao ser questionado se ter conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no evento sobre a designação do Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. — Sim, eu passei bastante tempo com ele (Lula), na verdade — Trump, sem detalhar o teor da conversa — Tornou-se um país um pouco complicado, não é? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente.