Primeira Turma da Corte entendeu, por unanimidade, que o ex-deputado coagiu magistrados e articulou sanções junto ao governo dos EUA contra o Judiciário brasileiro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Eduardo Bolsonaro em fala nos Estados Unidos — Foto: MANDEL NGAN / AFP/ 24-02-2024 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 18:14 Eduardo Bolsonaro é condenado pelo STF e perde cargo público Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão, tornando-se inelegível por oito anos. A decisão, unânime, considerou que ele coagiu magistrados e articulou sanções contra o Judiciário brasileiro. A direita ironizou a sentença, enquanto governistas celebraram como uma vitória contra golpistas. A pena também resultou na perda de seu cargo público. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) provocou reações no campo bolsonarista. Nesta terça-feira, a Primeira Turma da Corte entendeu, por unanimidade, que o ex-parlamentar coagiu magistrados e articulou sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro. O STF impôs uma pena de quatro anos e dois meses de prisão a Eduardo, em regime inicial semi-aberto, assim como uma multa de 100 salários-mínimos. O colegiado ainda determinou a inelegibilidade imediata do ex-deputado, por 8 anos, a partir da data da condenação, e declarou a perda de seu cargo público como escrivão da Polícia Federal. O pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL) ironizou a decisão do STF e criticou parte da oposição. O ex-vereador afirmou que “o silêncio da ‘direita permitida’ segue em berço esplêndido”. Já o deputado estadual Gil Diniz (PL), braço direito de Eduardo em São Paulo, afirmou que há "graves violações" na ação contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Ao analisar o conjunto de alegações, fica evidente que manifestações políticas sobre temas de interesse nacional, incluindo críticas à atuação do Judiciário, encaixam se perfeitamente na liberdade de expressão que a Constituição garante ao mandato", disse Diniz. O deputado também alega que o "rito legal foi totalmente atropelado". Diniz argumenta que Eduardo foi citado "sem o cumprimento das exigências da lei, ignorando o envio da carta rogatória necessária para notificações no exterior, já que o parlamentar está exilado nos Estados Unidos". "Esses erros graves deveriam resultar na nulidade imediata de todo o processo. Em uma democracia de verdade, o respeito às leis e aos ritos internacionais seria soberano e, na realidade, um julgamento baseado em opiniões políticas sequer existiria", escreveu. Reação governista O campo aliado ao Planalto, por sua vez, comemorou a decisão do STF e destacou que a condenação trouxe a Eduardo um destino político similar ao do pai, que também está inelegível. O pré-candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT), por exemplo, afirmou que Eduardo “pediu” ao governo americano que “afundassem a economia do Brasil para tirar o papai da cadeia”. O petista também ressaltou que o ex-parlamentar, agora, se junta ao patriarca como “condenado da Justiça brasileira”. "Se voltar aqui, vai preso", escreveu Freixo nas redes sociais. O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) defendeu que a decisão do STF representa "mais uma vitória da nossa soberania contra os golpistas". Já o deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) afirmou que Eduardo foi condenado pelo STF por atuar contra a soberania nacional para tentar "livrar o próprio pai".
Eduardo Bolsonaro condenado: direita ironiza decisão do STF, e governistas falam em 'vitória contra golpistas'
Primeira Turma da Corte entendeu, por unanimidade, que o ex-deputado coagiu magistrados e articulou sanções junto ao governo dos EUA contra o Judiciário brasileiro















