Ver Toy Story 5, para alguém que acompanhou a ascensão da Pixar ao longo dos últimos trinta anos, e que tem um apego muito especial a alguns dos títulos do estúdio de animação americano, é uma experiência doce-amarga. Porque equivale a assistir a um filme que cristaliza o dilema que persegue o estúdio nos últimos dez anos: contar histórias ou fazer dinheiro. Agora que a Pixar é propriedade a 100% da Disney, e que a folha de cálculo dos financeiros que querem lucros sem risco e o algoritmo do máximo denominador comum do streaming comanda os grandes estúdios, há algo de profundamente irónico em Toy Story 5 encenar a própria obsolescência da ideia de um filme “para todos”.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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17 de Junho de 2026

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