Atenção: contém spoilers

Bonnie tem sete anos e uma imaginação fértil, capaz de construir mundos com seus brinquedos —até que ganha um tablet. Esse é o ponto de partida do novo "Toy Story 5". Atualizando a franquia que nos emociona desde 1995 ao explorar a mágica e a finitude da infância, a Pixar traz agora uma reflexão sobre o lugar da tecnologia na vida das crianças. O cartaz e as notícias iniciais sobre o filme faziam supor uma narrativa tão previsível quanto simplista: um embate entre brinquedos tradicionais, representando o lado afetivo e humano, e as telas frias e alienantes, os vilões da história. Mas talvez essa seja justamente a leitura que o filme procura evitar.

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Em "Toy Story 5", a tecnologia aparece como parte constitutiva do mundo atual: o GPS no carro dos pais, a câmera digital, a videochamada, o home office —tudo é parte da vida cotidiana, como acontece na vida de quem está assistindo. O problema central do filme não é a presença de tecnologia, e sim o que fazemos uns com os outros, adultos e crianças, dentro e fora dela.