O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (17) que o Orçamento de 2027 terá um superávit nas contas públicas pela primeira vez em dez anos, e voltou a pedir que o Congresso não aprove pautas-bomba que possam elevar as despesas ou comprometer a arrecadação federal.

Em audiência conjunta nas Comissões dee Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, o titular da Fazenda disse estar preocupado que as pautas-bomba no Congresso Nacional possam prejudicar a trajetória fiscal traçada pelo governo.

"Vamos entregar o Orçamento ano que vem com superávit fiscal pela primeira vez em uma década. E aqui, reconhecendo que o país precisa de uma trajetória fiscal melhor, o trabalho foi feito com a minha condução de maneira muito transparente", respondeu o ministro durante a audiência. A peça orçamentária de 2027 precisa ser enviada ao Congresso Nacional até o fim de agosto.

A meta fiscal proposta para este ano é de superávit primário de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), equivalente a R$ 34,3 bilhões, mas a margem de tolerância prevista no arcabouço fiscal permite um resultado zero. No PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027 enviado ao Congresso em abril, o superávit é de 0,5% do PIB, com a margem de tolerância permitindo um resultado de 0,25% do PIB.