Por Adalberto Viviani
A frase que antes era título de filme de suspense hoje descreve, com desconfortável precisão, a relação entre nós, a inteligência artificial e os objetos conectados. A casa, o carro, o celular, o relógio, a TV e até a geladeira sabem o que você fez no verão passado – e ontem à noite também. Não apenas lembram: aprendem, preveem e devolvem o seu próprio comportamento embalado como serviço de conveniência.
No plano técnico, a lógica é simples. Cada dispositivo coleta dados: horários de saída e chegada, rotas, hábitos de sono, compras repetidas, programas assistidos, músicas ouvidas, temperatura escolhida no ar-condicionado. Esses dados alimentam sistemas de Inteligência Artificial que identificam padrões, constroem perfis e antecipam ações prováveis. Em seguida, a IA generativa entra como narradora: transforma cálculo em linguagem, estatística em “cuidado”, sugestões em frases aparentemente íntimas.
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