Pelo terceiro ano consecutivo, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bloqueia verbas do Ministério da Educação para as universidades federais.
Por mais que a expansão contínua dos gastos promovida pela atual gestão petista gere desarranjo fiscal e restrições orçamentárias, como a que ora atinge o MEC, o fato inescapável é que o modelo de financiamento estatal dessas instituições de ensino superior precisa ser revisto.
Foram bloqueados R$ 1,6 bilhão em gastos discricionários (como manutenção, assistência estudantil, equipamentos, contas de luz e água, limpeza, segurança e terceirizados) e R$ 1 bilhão em emendas parlamentares.
Segundo o MEC, o montante das despesas discricionárias previsto para 2026 é de R$ 10,9 bilhões, similar aos R$ 10,8 bilhões do ano passado e longe do pico de mais de R$ 14 bilhões em 2014.
A verba total das universidade é de mais de R$ 70 bilhões anuais, mas cerca de 85% estão engessados com pagamento de servidores ativos e inativos, prejudicando custeio e investimentos.











