O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bloqueou R$ 4,6 bilhões em emendas parlamentares para assegurar o cumprimento de regras fiscais, diante do crescimento de despesas obrigatórias como benefícios previdenciários e assistenciais.
Outros R$ 17,5 bilhões foram congelados em órgãos do Poder Executivo. Os ministérios mais atingidos foram os da Defesa, das Cidades e da Educação. Juntos, eles responderam por R$ 9,2 bilhões dos recursos travados, mais da metade do total.
O bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões em gastos no Orçamento de 2026 foi anunciado na última sexta-feira (22). Em março, o governo já havia anunciado uma contenção inicial de R$ 1,6 bilhão.
Com isso, a trava total alcançou R$ 23,7 bilhões, o equivalente a 9,7% do montante de despesas não obrigatórias (R$ 243,2 bilhões), que incluem ações de custeio (como pagamento de contratos de manutenção) e investimentos (obras públicas), incluindo emendas parlamentares.
A medida busca abrir espaço para a redução da fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), uma das preocupações de Lula após o recorde de 3,12 milhões de pedidos em fevereiro se tornar uma fonte de desgaste para o petista na busca pela reeleição. Neste mês, segundo a Previdência, o estoque de requerimentos caiu para a casa dos 2,3 milhões, e o governo espera novas quedas nos próximos meses.








