O governo Lula vai concentrar a recomposição do Orçamento de 2026 em áreas consideradas prioritárias, como o Pix, atendendo integralmente a um pedido do Banco Central, após o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões em despesas discricionárias promovido na última semana.
A educação será outra área que terá recursos recompostos, porém ainda não está claro qual será o valor desbloqueado.
A estratégia da equipe econômica é devolver recursos de forma seletiva, e não proporcional aos cortes sofridos por cada órgão, segundo relatos de integrantes do governo ouvidos pela Folha.
Na última sexta-feira (24), o Executivo publicou um novo decreto de programação orçamentária reduzindo o volume de despesas bloqueadas. A medida foi possível após a melhora das projeções de despesas obrigatórias apresentadas no relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas e abriu espaço para aliviar parte das restrições que vinham atingindo ministérios, universidades, agências reguladoras e outros órgãos federais.
O desbloqueio ocorrerá às vésperas da campanha eleitoral e permitirá ao governo executar mais gastos. Não há nenhuma vedação na legislação em relação à liberação de recursos no âmbito do Orçamento, desde que a legislação fiscal esteja sendo cumprida, mas naturalmente há uma pressão de setores do governo pela execução de políticas públicas.










