Executivos de grandes empresas veem a cerveja proteica produzida em larga escala como a próxima fronteira do mercado. Relatos feitos à coluna dizem que as pesquisas acontecem de forma acelerada. Lançada em janeiro de 2025, Beer Protein é a pioneira, mas é uma marca de nicho.
O movimento é observado com preocupação pelas companhias de suplementos alimentares. Seria mais um exemplo de por que o setor de proteína do soro do leite, que tem como exemplo mais popular o whey protein, pode caminhar para o colapso estrutural.Marcelo Bella, presidente da Abenutri (Associação Brasileira das Empresas de Suplementos Nutricionais), afirma que a demanda pela matéria-prima disparou em múltiplas frentes ao mesmo tempo, já que diferentes indústrias fabricam produtos proteicos.
Segundo a associação, o mercado global da proteína do soro do leite, avaliado em cerca de US$ 15 bilhões, já enfrenta escassez. O quilo do WPC (whey protein concentrado), que custava US$ 4 em 2021, chegou a US$ 40 em 2026, alta de 900%. Bella diz que o ambiente de insumos tem custos proibitivos para fabricantes de menor escala.
Daniel Mencacci, CEO da Fitoway, uma das empresas em crescimento no ramo de suplementos, ressalta que o consumo aumentou "absurdamente".















