Puxado pela onda de saudabilidade e pelo consumo associado ao uso das canetas emagrecedoras, o preço do concentrado de proteína do soro do leite, popularmente conhecido como whey protein, disparou. Dados da consultoria StoneX apontam que o preço do produto com 80% de teor proteico (WPC 80) subiu 90% no último ano, chegando a 20 mil euros (R$ 117,6 mil) por tonelada métrica.

A febre do whey protein expandiu o uso do produto para além dos shakes em pó ou barrinhas, e ele passou a ser ingrediente até de refrigerantes, como os da marca Moving.

"Não chega a ser uma commodity, porque não existe uma cotação oficial no mercado internacional. Mas existem, sim, grandes fornecedores globais que acabam ditando o preço do soro do leite. Quanto maior o pedido, a indústria tem mais poder de barganha para baixar o preço, mas não há grandes variações", diz Alberto Moretto, sócio-fundador do Grupo Supley, dono das marcas Max Titanium, Probiótica e Dr. Peanut.

Segundo Moretto, a produção nacional é insuficiente e a maior parte da matéria-prima é importada. O quilo da proteína concentrada (WPC 80) no Brasil custa em torno de US$ 25 (R$ 126,43). Já da proteína isolada (WPI, que passa por filtragens adicionais) está cerca de US$ 35 (R$ 177). O processo de fabricação é custoso, diz o executivo, o que responde em parte pelos altos custos: são necessários de 100 a 200 litros de soro de leite (especificamente do queijo mozarela) para produzir um quilo de whey protein.