É improvável que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tenha passado o fim de semana cumprindo o que disse em seu primeiro encontro com imprensa na Copa: "Chill and relax". A sugestão de relaxar e ficar tranquilo não cabe para o dia da estreia do Irã, com pressões do governo do país persa.Os jogadores chegam ao estádio instruídos a deixar o campo em caso de desrespeito à bandeira do país ou de insultos contra o povo iraniano. Isso inclui antigas bandeiras, com o Sol e o leão, símbolos da Pérsia e adotadas por comunidades que migraram para os Estados Unidos após a revolução de 1979.

Muitos vivem em Los Angeles, na região de Westwood, onde uma comunidade iraniana tornou o local conhecico como Teerangeles, mistura do nome da capital, Teerã, com a cidade da Califórnia.

Infantino jamais admitirá que o melhor para evitar problemas seria o Irã ser eliminado o mais rapidamente possível. Acabaria com os riscos de constrangimentos que pode haver em caso de jogadores ameaçarem se retirar do jogo e da Copa.

O Irã está em seu quinto Mundial, quarto consecutivo, e, ainda que tenha sido eliminado todas as vezes na fase de grupos, teve vitórias nas campanhas recentes, contra Marrocos, em 2018, e País de Gales, em 2022.