Governo iraniano afirma ter comunicado à Fifa que a seleção deixará o gramado caso sejam exibidos slogans políticos ou bandeiras oposicionistas Sob forte esquema de segurança, Irã realiza primeiro treino na base da Copa do Mundo no México — Foto: Reprodução/A Bola RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 09:59 Irã pode abandonar Copa 2026 se houver protestos políticos em jogos O Irã ameaça abandonar jogos da Copa do Mundo de 2026 caso ocorram protestos políticos nos estádios. O governo iraniano comunicou à Fifa que a seleção deixará o campo se houver slogans ou bandeiras oposicionistas. O ministro dos Esportes, Ahmad Donyamali, destacou que apenas a bandeira oficial do Irã deve ser permitida. A estreia será contra a Nova Zelândia em Los Angeles, onde há grande comunidade iraniana. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A horas da estreia na Copa do Mundo de 2026, o Irã elevou o tom nas discussões envolvendo política e futebol. Autoridades do país afirmaram ter comunicado à Fifa que a seleção iraniana poderá abandonar partidas durante o torneio caso ocorram manifestações políticas nos estádios contra os líderes da República Islâmica. A declaração foi feita pelo ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, em entrevista ao portal local Varzesh3. Segundo ele, a posição foi apresentada formalmente à entidade máxima do futebol antes do início da competição. — Informamos à Fifa que os membros da seleção nacional deixariam a partida assim que ouvissem slogans políticos nos estádios — afirmou o ministro. O governo iraniano também demonstrou preocupação com a utilização de símbolos associados à oposição ao regime. Donyamali declarou que Teerã solicitou à Fifa que apenas a bandeira oficial do país seja permitida durante os jogos. — O segundo ponto que enfatizamos foi que apenas a bandeira oficial deveria ser considerada legal, e não a antiga bandeira persa com o leão e o sol. A equipe também abandonaria o campo nesses casos — acrescentou. A seleção iraniana estreia na Copa na próxima terça-feira diante da Nova Zelândia. Na sequência, enfrentará a Bélgica e encerrará sua participação na fase de grupos contra o Egito. As duas primeiras partidas serão realizadas em Los Angeles, cidade que abriga uma das maiores comunidades iranianas fora do país e onde vivem milhares de opositores do atual regime. O cenário aumenta a possibilidade de manifestações políticas durante os jogos. A participação iraniana no Mundial já vinha sendo acompanhada com atenção por causa das tensões diplomáticas envolvendo o país. Nos últimos meses, questões relacionadas a vistos, deslocamentos e segurança geraram incertezas sobre a logística da delegação. Uma das medidas adotadas pela Federação Iraniana de Futebol foi transferir sua concentração dos Estados Unidos para a cidade mexicana de Tijuana. A estratégia reduz o tempo de permanência da equipe em território americano, com a delegação viajando para os Estados Unidos apenas nas datas das partidas.