Devido à incerteza em relação aos vistos e ao conflito com os EUA, a equipe iraniana está se deslocando a partir de sua base no México para disputar seus três jogos da fase de grupos em território americano Torcedores iranianos comemoram após a partida. — Foto: REUTERS/Matthew Childs/Foto de Arquivo O Irã planeja apresentar uma queixa à Fifa, entidade máxima do futebol mundial, por causa das restrições de deslocamento impostas à sua seleção nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. Devido à incerteza em relação aos vistos e ao conflito com os Estados Unidos, a equipe iraniana está se deslocando a partir de sua base no México, um dos países-sede do torneio, para disputar seus três jogos da fase de grupos em território americano. As autoridades dos EUA exigem que a delegação entre no país até 24 horas antes de cada partida e deixe o território americano no mesmo dia do jogo, levando o técnico Amir Ghalenoei a afirmar que o Irã é a equipe “mais oprimida” da competição. “A Federação de Futebol do Irã considera que essas restrições são incompatíveis com os princípios de garantia de igualdade de condições para as equipes participantes e podem afetar sua preparação técnica”, afirmou a entidade em comunicado divulgado nesta sexta-feira, anunciando o protesto à Fifa. A Fifa não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. Ghalenoei disse que a situação prejudicou a equipe no empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, na segunda-feira. “Segundo o planejamento da comissão técnica, a seleção precisava viajar para a cidade-sede dois dias antes de cada partida para alcançar a melhor condição técnica e física possível, retornando à sua base no dia seguinte ao jogo”, afirmou a federação. “No entanto, esse pedido não foi aprovado para a partida de estreia contra a Nova Zelândia.” O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) afirmou que as medidas são precauções de segurança acordadas com o Irã, que enfrenta a Bélgica em 21 de junho, em Los Angeles, e encerrará sua participação no Grupo G contra o Egito, em 27 de junho, em Seattle. “A equipe poderá entrar no país na véspera da partida, ou seja, um dia antes do jogo. Será solicitado que deixe o país no dia em que a partida terminar, na noite do próprio jogo”, disse um porta-voz do departamento, em resposta a uma consulta enviada por e-mail pela Reuters. “Mais uma vez, o presidente quer garantir que a atenção esteja voltada para o que acontece dentro de campo. Parte disso é assegurar que tudo seja seguro, não apenas ao redor dos estádios, mas também nos centros de treinamento e nos locais onde as seleções estão concentradas.”