Após meses de incerteza sobre a participação na Copa do Mundo, em meio às dificuldades impostas pelo governo de Donald Trump, o Irã estreou no Mundial empatando com a Nova Zelândia por 2 a 2, na segunda-feira 15, em Los Angeles. Depois do jogo, atletas e comissão técnica protestaram pela situação vivida pela equipe, que está concentrada no México e disputará suas partidas na primeira fase nos EUA.
“Deveríamos chegar pelo menos dois dias antes do jogo, mas chegamos só ontem [véspera da partida]. Começamos a viagem de manhã, chegamos à tarde. Fomos direto para treinar, ficamos cansados. Essas coisas não são justas. Precisamos de uma competição justa”, desabafou o meia Mohammad Mohebi, que marcou o segundo gol do time na partida.
Parte da delegação iraniana teve os vistos negados, e não poderá entrar nos EUA nem mesmo no dia dos jogos. Além disso, a cota de ingressos destinados a torcedores que vivem no Irã foi revogada.
“Tudo é um desastre para nós. Não estamos dando desculpas, estamos olhando para a frente. Temos esperança para os dois próximos jogos. Vamos fazer o melhor para as pessoas do nosso país, tentar trazer alegria para nossos torcedores”, afirmou o atacante Mehdi Taremi, principal jogador do atual elenco iraniano, logo após deixar o gramado.










