Torcedores contrários ao regime dos aiatolás conseguem entrar no Estádio de Los Angeles com símbolo que havia sido vetado pela Fifa. Após a bola rolar, arquibancada se une e empurra seleção em confronto movimentado diante da Nova Zelândia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcedores aparecem com versão da bandeira do Irã proibida pela Fifa no entorno de estádio de Los Angeles — Foto: Mario Tama / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 00:34 Estreia do Irã na Copa é marcada por empate e protestos políticos A estreia do Irã na Copa do Mundo, em Los Angeles, foi marcada por um empate movimentado de 2 a 2 contra a Nova Zelândia e por protestos políticos. Torcedores iranianos desafiaram a Fifa ao exibirem o antigo símbolo do leão e sol, vetado pelo regime dos aiatolás, em apoio a um “Irã livre”. Dentro do estádio, a torcida se uniu pela seleção, enquanto as arquibancadas vibravam com a intensidade do jogo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A estreia do Irã na Copa do Mundo, ontem à noite em Los Angeles, foi marcada pelo componente político que permeia a própria participação do país no torneio. Se, em campo, a seleção protagonizou um movimentado empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia, fora dele a agitação se deu pelo desejo de usar a competição da Fifa para protestar contra o regime dos aiatolás. Na parte externa do SoFi Stadium, pequenos grupos se reuniram horas antes de a bola rolar para clamar por um “Irã livre”. Mas mesmo os torcedores mais silenciosos encontraram um jeito bem claro de se manifestar. No condado que abriga a maior população persa no exterior, a maior parte dela escolheu ir ao jogo com bandeiras e camisas que exibiam o antigo símbolo iraniano, com o sol e o leão, banido pelos aiatolás após a Revolução Islâmica de 1979. O protesto se deu mesmo após a Fifa determinar que o símbolo estava vetado das arenas e ameaçar barrar os torcedores que tentassem levá-lo às arquibancadas. Mas a teimosia valeu a pena, já que a entidade fez vista grossa e permitiu que diversos torcedores ostentassem o símbolo no Estádio de Los Angeles. Enquanto a partida rolava, porém, o componente político tirou um conveniente descanso. Ainda que repetissem não se identificar com esta seleção — que não seria representada pelos melhores jogadores do país, mas sim por aqueles alinhados ao regime —, os iranianos decidiram apoiar o time integralmente, agitando-se a cada chance de ataque ou bola roubada. E protestando contra a arbitragem, que não apitava qualquer contato. Como os neozelandeses não foram capazes de levar um grande público ao estádio, o tom da festa foi mesmo dado pela torcida iraniana. Também houve farto espaço na arquibancada para os neutros, a maioria deles latinos, que usavam camisas de seus países. Toma lá, dá cá O confronto, que reuniu duas seleções de virtude técnica limitada, acabou sendo mais interessante do que a teoria poderia sugerir. Se faltava intimidade no trato da bola, sobrava entrega — e boa dose de pressa para colocar em prática um jogo de transição dos dois lados. O atacante iraniano Shahriyar Moghanlou divide a bola com o zagueiro neozelandês Finn Surman: com clima quente nas arquibancadas, Irã e Nova Zelândia também fizeram jogo pegado dentro de campo — Foto: Patrick T. Fallon/AFP Ainda que tenha sido superior na maior parte do confronto, a seleção do Irã precisou correr atrás do placar duas vezes, após a Nova Zelândia marcar golaços. Primeiro, Just deu uma puxadinha com a esquerda e pegou no ar com a direita. Depois, tabelou com Wood para invadir a área e fazer. Já as respostas vieram do pé direito de Rezaeian, após troca de passes na área, e da cabeça de Mohebi, depois de cruzamento pela direita do próprio Rezaiean. Como correm por fora num embolado grupo G, Irã e Nova Zelândia brigarão pela vaga contra os favoritos Bélgica e Egito.
Estreia do Irã na Copa do Mundo se dá entre protestos políticos e apoio à seleção
Torcedores contrários ao regime dos aiatolás conseguem entrar no Estádio de Los Angeles com símbolo que havia sido vetado pela Fifa. Após a bola rolar, arquibancada se une e empurra seleção em confronto movimentado diante da Nova Zelândia















