O time enfrenta a Nova Zelândia nesta segunda em sua estreia na Copa do Mundo, mas só recebeu autorização para entrar nos EUA um dia antes do jogo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Festa para a saída do elenco do Irã de Tijuana (Mexico); o time segue para Los Angeles, onde enfrenta a Nova Zelândia em sua estreia na Copa do Mundo — Foto: Guillermo Arias /AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/06/2026 - 17:45 Seleção Iraniana Supera Desafios e Chega a Los Angeles para Mundial A seleção do Irã partiu de Tijuana para Los Angeles sob forte apoio da torcida, que incluiu membros da comunidade iraniana e simpatizantes mexicanos. Enfrentando restrições de visto e tensões políticas com os EUA, o Irã escolheu Tijuana como base estratégica para a Copa do Mundo. Apesar das dificuldades, os jogadores enfatizam a mensagem de paz e unidade através do esporte. A estreia é contra a Nova Zelândia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na tarde deste domingo (14), a seleção do Irã saiu de Tijuana rumo a Los Angeles para a partida contra a Nova Zelândia, na noite de segunda (15). Centenas de torcedores, entre simpatizantes e integrantes da comunidade iraniana local, aguardavam o time, na porta do hotel, na saída da delegação. Houve muita festa, com bandeiras, cartazes e gritos de apoio. No local, as pessoas gritavam "Time Melli" , que significa "seleção nacional" em persa, relatou a agência Reuters. No caminho até o ônibus, dirigentes da federação entregaram pequenas bandeiras do país para o público. Em um dos cartazes, segurado por um torcedor, estava escrito “Irã, você nunca caminhará sozinho. O México está com você". Durante a mobilização, informou a Reuters, o público cantou em espanhol "Irã, irmãos," agora vocês são mexicanos". Ônibus posicionado para receber a seleção do Irã no aeroporto internacional de Los Angeles — Foto: Patrick T. Fallon / AFP Apoio mexicano Com a polêmica envolvendo a logística do Irã na Copa e as restrições impostas pelo governo dos EUA, que iniciou, ao lado de Israel, uma guerra contra o país persa, a seleção iraniana recebeu muito apoio da população mexicana. Pela primeira vez na história das Copas, a seleção de um país agredido visitará o seu adversário no meio de uma guerra. Sem a autorização para permanecer nos EUA, o Irã escolheu Tijuana, no México, para montar sua base, e viajará para solo americano somente nas vésperas das partidas. Ao final dos jogos, precisará cruzar a fronteira de volta. Por isso, Tijuana foi uma escolha estratégica. A cidade fica muito próxima da fronteira dos EUA e de Los Angeles, onde será o jogo de segunda, contra Nova Zelândia, às 22h, no horário de Brasília. O jogo seguinte, contra a Bélgica, no próximo domingo (21) também será em Los Angeles. O time fecha a fase de grupos em Seattle, contra o Egito. O voo entre Tijuana e Los Angeles dura apenas 20 minutos. Essa logística vai permitir que o Irã mantenha uma rotina bem definida entre locais de treinamento, hotel e jogos. Além de não impactar o planejamento rigoroso de segurança durante toda a fase de grupos. A seleção pegou um voo por volta das 16h deste domingo. Um ônibus especial já aguarda a equipe, no aeroporto internacional de Los Angeles, conforme mostram imagens da AFP. Vistos Neste sábado (13), o Irã conseguiu reverter quatro dos 15 pedidos de vistos negados à sua delegação para entrada nos EUA. A informação é da emissora britânica BBC, que ressalta que 11 membros da comitiva ainda seguem sem a permissão de entrar no país. Os novos aprovados são um analista da comissão técnica, dois representantes da federação iraniana e um quarto representante não identificado. Já outros seis solicitantes voltaram a ter seus pedidos reprovados: o presidente da federação, Mehdi Taj, um vice-presidente, dois administradores de operação, um assessor de imprensa e um assessor de segurança. Ídolo do time critica situação promovida pelos EUA Destaque do time iraniano, o centroavante Mehdi Taremi está em sua terceira Copa do Mundo e criticou, em entrevista à Gazzetta dello Sport, o clima de tensão envolvendo o Irã. — Sempre se diz que, ao descer do avião e entrar no país anfitrião, deve-se sentir uma atmosfera de amizade e união. Talvez seja só impressão minha, mas agora não sinto isso. É óbvio que há muita tensão, mas acho que esporte e política devem sempre ser separados. Esporte tem a ver com respeito, paz, unidade — afirmou o jogador, que já passou por Porto e Inter de Milão e agora defende o Olympiacos. Depois de afirmar que qualquer país que sedie a Copa deveria cumprir suas obrigações com "responsabilidade", o centroavante disse que o objetivo da seleção é transmitir uma mensagem de paz. — Queremos transmitir uma mensagem de paz através do nosso jogo e da nossa cultura, que é muito rica. A mídia não mostra isso adequadamente ao mundo. Acho que nosso povo tem orgulho de nós, simplesmente por termos ido até lá e jogado nessas circunstâncias. Agora, depois do orgulho, temos que dar um pouco de alegria a eles e depois vencer jogos. A provável escalação do Irã, na estreia da Copa, é: Alireza Beyranvand; Saleh Hardani, Shoja Khalilzadeh, Ali Nemati e Milad Mohammadi; Saman Ghodoos, Saeid Ezatollahi, Mehdi Ghayedi e Ariya Yousefi; Medi Taremi e Shahriyar Moghanloo.
Seleção do Irã deixa Tijuana rumo a Los Angeles sob festa da torcida: 'O México está com vocês'
O time enfrenta a Nova Zelândia nesta segunda em sua estreia na Copa do Mundo, mas só recebeu autorização para entrar nos EUA um dia antes do jogo














