Seleção estreia com empate em 1 a 1 diante da Nova Zelândia, em Los Angeles 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Amir Ghalenoei, técnico do Irã, durante a partida contra a Nova Zelândia na Copa do Mundo — Foto: Frederic J. Brown/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 02:58 Técnico do Irã critica saída dos EUA após amistoso em Los Angeles O técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, criticou a necessidade de deixar os EUA após o empate de 1 a 1 contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, devido a questões diplomáticas. Ghalenoei lamentou que a equipe não possa se recuperar adequadamente e destacou o apoio dos torcedores, mesmo em meio a protestos. A equipe precisará retornar a Tijuana, México, após os jogos, complicando sua preparação na Copa do Mundo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O técnico da seleção do Irã, Amir Ghalenoei, usou a entrevista coletiva após o empate em 1 a 1 com a Nova Zelândia, em Los Angeles, para transmitir dois recados. Se, por um lado, fez questão de mais de uma vez agradecer ao apoio da torcida, após um ambiente de protestos do lado de fora do estádio, por outro, criticou o imbróglio diplomático que forçará seu time a deixar os Estados Unidos ainda na noite desta segunda-feira para retornar a Tijuana, no México, após a estreia na Copa do Mundo. — É muito estranho, é como se outros estivessem tomando as decisões por nós. Nós deveríamos ficar hoje à noite (em Los Angeles) para nos recuperarmos e voltar amanhã na hora do almoço (para Tijuana). Somos o time mais oprimido em toda a Copa do Mundo. O presidente da federação está ausente, nossa mídia não está aqui… — reclamou o técnico, que deu a entrevista em persa e foi auxiliado por uma intérprete. A guerra entre EUA e Irã, iniciada no fim de fevereiro, colocou em risco a participação do país no torneio da Fifa. Por fim, o governo do presidente Donald Trump concordou apenas em autorizar que os iranianos entrassem em território americano na véspera das partidas, devendo deixá-lo imediatamente após os jogos. A medida forçou a delegação persa a buscar abrigo em Tijuana, no México. — Passamos tanto tempo nos deslocando e não nos deram tempo para nos recuperarmos após o jogo. Disseram que tínhamos que sair. Hoje seria importante ter tempo de recuperação. Mas pediram para voltarmos para nosso campo de treinamento em Tijuana — desabafou o técnico, que valorizou o esforço de seus comandados. — Apesar das circunstâncias e do que estamos enfrentando, nossos jogadores foram dinâmicos, mostraram força, mesmo cansados por causa do deslocamento. Ainda que a Federação Iraniana de Futebol tenha afirmado que Ghalenoei não responderia a questões políticas, o treinador de certa forma tocou sutilmente no elefante na sala. A partida de estreia de sua seleção no Mundial foi marcada por protestos do lado de fora do SoFi Stadium. Parte significativa dos iranianos presentes usaram camisas e bandeiras com o antigo símbolo do país — com um leão e um sol —, proibido pelo regime dos aiatolás desde a Revolução Islâmica de 1979. Quando a bola rolou, entretanto, os iranianos deixaram a manifestação de lado e apoiaram integralmente o time. — Fiquei muito feliz com os torcedores, que apoiaram os jogadores iranianos. Isso foi um grande feito — resumiu Ghalenoei. O empate em 2 a 2 entre Irã e Nova Zelândia foi uma das partidas mais movimentadas deste Mundial, com muita intensidade e chances para os dois lados. O pr persas será no domingo, contra a Bélgica, novamente em Los Angeles.
Técnico do Irã questiona obrigação de deixar os EUA após jogos: 'Somos o time mais oprimido da Copa do Mundo'
Seleção estreia com empate em 1 a 1 diante da Nova Zelândia, em Los Angeles















