ʽEstamos perdendo a esperança. Pergunta se vai demorar e fico angustiadoʼ, disse o filho de Isabel, apta ao trâmite acelerado por ter mais de 75 anos. Falta de mão de obra é obstáculo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Isabel Bulhões no seu aniversário de 84 anos — Foto: Divulgação para Portugal Giro RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 14:53 Brasileira de 84 anos enfrenta espera por cidadania portuguesa A brasileira Isabel Bulhões, de 84 anos, aguarda há quatro anos pela cidadania portuguesa, enfrentando a lentidão do processo mesmo com direito a tramitação urgente devido à idade. Seu desejo é visitar os Açores, terra dos antepassados. O filho de Isabel expressa frustração com a situação, que reflete um problema maior de atrasos e falta de mão de obra em Portugal, afetando milhares de pedidos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A brasileira Isabel Bulhões espera pela cidadania portuguesa há quatro anos. Seu objetivo é conhecer os Açores, terra dos antepassados. Aos 84 anos, a urgência colide com a lentidão do Estado. — Já estamos perdendo a esperança — disse ao Portugal Giro o filho de Isabel, Paulo César Cândido da Silva, que é agente de viagens. Ele acreditava que o processo demoraria no máximo um ano devido ao caráter de urgência para pessoas acima dos 75 anos reconhecido pelo Instituto de Registos e Notariado (IRN). — Em nenhum momento estão respeitando a urgência a que ela tem direito por ter mais de 75 anos. Um absurdo, descaso — declarou Paulo, completando: — A saúde, infelizmente, já não é mais a mesma. Mesmo assim, pergunta se ainda vai demorar e fico angustiado. Isabel deu entrada em janeiro de 2022 no processo por ser neta de português, modalidade que passou a valer há seis anos sem ligação afetiva. A cidadania poderá ser estendida ao filho. Fábio Pereira, diretor-geral do escritório Cidadania & Visto, diz ter sete advogados neste e em outros casos. Ele informou que o IRN tem ignorado a urgência de pessoas acima dos 75 anos: — Até dezembro de 2022, os processos eram tratados com caráter de urgência. Na prática, temos processos de janeiro de 2022, enquadrados como urgentes, que seguem sem conclusão. Pereira explicou que em 20 de maio IRN publicou despacho regulamentando situações urgentes e reafirmando a prioridade para maiores de 75 anos. O escritório aproveitou o despacho para reiterar os protocolos de pedidos de urgência para todos os clientes que se enquadram nas exigências. O IRN explicou em notificação no processo de Isabel que seu novo pedido de urgência não seria aceito porque o processo "já tramita com urgência desde 2022" (...) sem previsão de análise. Pereira contesta com três argumentos: Como afirmar que um processo de janeiro de 2022, com prioridade legal, está sendo tratado "com urgência" se segue sem decisão mais de quatro anos depois?Que sentido prático tem essa prioridade se uma exigência cumprida há quase um ano (documentação) sequer foi analisada?Por que abrir um canal formal de urgência, reconhecer a prioridade legal e, ao mesmo tempo, manter processos urgentes anos sem andamento? Na notificação anexada ao processo de Isabel, o IRN procura justificar o atraso com a falta de mão de obra e elevado número de pedidos. Os documentos esperam nova análise há um ano. — O que nos preocupa não é só a demora, mas o aparente descaso, afetando pessoas em idade muito avançada, que aguardam há anos uma resposta do Estado — disse Pereira, citando outros brasileiros. Procurado, o IRN não respondeu.
Portugal ignora urgência e brasileira de 84 anos espera cidadania desde 2022
ʽEstamos perdendo a esperança. Pergunta se vai demorar e fico angustiadoʼ, disse o filho de Isabel, apta ao trâmite acelerado por ter mais de 75 anos. Falta de mão de obra é obstáculo
Brasileira Isabel, 84 anos, aguarda cidadania portuguesa desde 2022; o IRN ignora sua prioridade legal para maiores de 75 anos, justificando com falta de pessoal. O atraso de 4 anos exemplifica falha operacional: falta de automação e workforce scaling causam bottlenecks administrativos sistemáticos.









