Governo descumpre promessa de médicos de família para todos e ministra da Saúde culpa impacto populacional. No país vizinho, projeto de legalização recebeu 1,3 milhão de pedidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Imigrantes chegam no dia anterior e passam a madrugada no frio e na fila da imigração no Porto — Foto: Gian Amato/Portugal Giro/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 11:29 Escassez de Médicos em Portugal Gera Debate Sobre Imigração A imigração gera polêmica em Portugal devido à falta de médicos de família, enquanto a Espanha regulariza 1,3 milhão de imigrantes. A ministra da Saúde de Portugal, Ana Paula Martins, atribui a escassez de médicos ao aumento populacional brusco, influenciado por redes ilegais. O primeiro-ministro Luís Montenegro falhou em cumprir a promessa de fornecer médicos de família a todos até 2025. Especialistas consideram a pressão migratória no sistema de saúde residual. Enquanto isso, a Espanha excedeu as expectativas com seu projeto de regularização de imigrantes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na semana que a Espanha encerrou com 1,3 milhão de pedidos o projeto de regularização em massa, a entrada de imigrantes em Portugal deslanchou polêmica sobre possível impacto da imigração no Sistema de Saúde. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse no congresso do Partido Social Democrata, líder da coalizão de centro-direita do governo, que a falta de médicos de família ocorre devido ao “aumento populacional brusco”. — (...) causado pelo acolhimento de imigrantes que entraram no país sem regras e sem humanismo, a que acresce a existência de redes organizadas que se aproveitam da bondade da democracia e de negócios ilegais assentes nas ineficiências dos sistemas de saúde de outros países, fazem com que o esforço e o sucesso que temos tido no aumento do número de médicos de família pareça não existir — disse Martins. O primeiro-ministro Luís Montenegro prometeu atribuir médicos de família a todos até 2025. A promessa foi descumprida, deixando descobertas 1,56 milhão de pessoas entre a população de 11 milhões. Especialistas envolvidos no cotidiano do Sistema Nacional de Saúde (SNS), como o administrador hospitalar Xavier Barreto disse à “Lusa”, afirmam que a pressão causada pela imigração é residual. Brasileiros têm relatado que não têm médicos de família (muitos nem estão inscritos no SNS), evidenciando que também são atingidos pelo problema crônico da saúde pública portuguesa. A ministra disse, depois da polêmica, que não culpou os imigrantes pela falha do setor que comanda: — Não ouviram nunca uma palavra contra a imigração, não ouviram nenhuma palavra contra o fato de as pessoas que nós recebemos para viverem em Portugal e fazerem parte daquilo que é a nossa vida não acederem ao SNS e aos cuidados de que precisam. No país vizinho, terminou na última terça-feira o projeto de regularização em massa para imigrantes que já residiam na Espanha e cumprem as exigências básicas do projeto. A estimativa do governo espanhol, de centro-esquerda, era alcançar no máximo os 500 mil pedidos, mas ultrapassou um milhão, segundo publicou o "El País". Cerca de 360 mil processos estão em análise. A medida espanhola é contestada principalmente pelo partido VOX, de ultradireita. A sigla e a comunidade autônoma de Madri pediram suspensão cautelar do decreto de regularização extraordinária. A coluna perguntou ao Ministério da Administração Interna da Espanha quantos pedidos de regularização são de brasileiros, mas não obteve resposta. O Portugal Giro questionou o Ministério dos Negócios Estrangeiros: qual a estratégia de Portugal diante da regularização em massa na Espanha, que pode ameaçar as medidas de imigração regulada do governo português? “O Ministério dos Negócios Estrangeiros não tem qualquer comentário a fazer sobre o assunto em questão” foi a resposta enviada à coluna. A mesma pergunta foi submetida ao Ministério da Presidência de Portugal, que não respondeu.
Imigração vira polêmica em Portugal enquanto Espanha regulariza em massa
Governo descumpre promessa de médicos de família para todos e ministra da Saúde culpa impacto populacional. No país vizinho, projeto de legalização recebeu 1,3 milhão de pedidos







