Em meio às restrições do governo, relatório recomenda regularização, inserção laboral e resposta ao mercado de trabalho, onde os brasileiros são a maior força estrangeira Nômade digital trabalha em vila na Ilha da Madeira, Portugal — Foto: Startup Madeira/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 11:41 Portugal precisa de mais imigrantes para suprir força de trabalho escassa O relatório do projeto Emprego em Portugal destaca a necessidade de imigrantes para suprir a força de trabalho em declínio devido à baixa natalidade e envelhecimento populacional. Apesar dos imigrantes, especialmente brasileiros, já representarem 10% da força de trabalho, enfrentam obstáculos à integração, como burocracia e discriminação. O relatório recomenda um programa nacional de acolhimento para facilitar a inserção laboral e social dos imigrantes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O relatório do projeto Emprego em Portugal, do Laboratório Colaborativo para o Trabalho, Emprego e Proteção Social (CoLABOR), faz diagnóstico claro: o país precisa de imigrantes. Embora ainda sejam vistos pelo Executivo como um problema numérico para resolver com restrições, os imigrantes são a solução para o declínio demográfico que causa escassez de mão de obra. A população portuguesa emigra em busca de melhores salários e reconhecimento profissional, apresenta baixos índices de natalidade e envelhece, contraindo a força de trabalho em idade ativa. Em sentido oposto, a imigração, com os cerca de 700 mil brasileiros em maioria, aumenta participação no mercado de trabalho, contribuindo para a sua expansão. A realidade expõe o choque dos movimentos populacionais e ressalta uma realidade que costuma ser ignorada pelos órgãos do governo, como a agência de imigração (AIMA). Na AIMA, a imigração tem sido tratada com drama e enfrenta obstáculos desnecessários, ameaçando a ocupação de vagas no mercado de trabalho e a dignidade dos imigrantes. “Os desafios na gestão migratória incluem limitações institucionais (como falta de recursos e burocracia na AIMA)”, verificou o relatório. Segundo o CoLABOR, há “necessidade de reforçar o planejamento estratégico, garantindo maior articulação entre políticas de acolhimento, regularização, inserção laboral e resposta ao mercado de trabalho”. Lembrando que os “imigrantes já representam cerca de 10% da força de trabalho”, na qual os brasileiros estão integrados como os maiores representantes de mão de obra estrangeira, o relatório atesta: “(...) persistem obstáculos à integração dos imigrantes, dificuldades no reconhecimento de qualificações, barreiras no acesso ao emprego e situações de discriminação nos processos de recrutamento”. Em síntese, “as alterações demográficas, agravadas por dificuldades na integração de imigrantes”, contribuem para a escassez de mão de obra. O projeto recomenda como política pública (mas com empresas envolvidas) o investimento em um programa nacional de acolhimento para imigrantes e seus familiares por cinco anos, com apoio individual e reconhecimento de qualificações, entre outros pontos. “(...) os imigrantes e suas famílias tendem a passar por vários obstáculos que dificultam e retardam a sua integração plena no mercado de trabalho e em outras áreas da sociedade”. Exemplos citados no relatório são os programas desenvolvidos no Fundão, interior de Portugal, e de municípios da Alemanha. Enquanto que experiências negativas podem levar ao abandono do país.
Imigração é solução de mão de obra que Portugal ainda vê como problema
Em meio às restrições do governo, relatório recomenda regularização, inserção laboral e resposta ao mercado de trabalho, onde os brasileiros são a maior força estrangeira











