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A revisão da Lei de Estrangeiros em Portugal, em vigor desde 23 de outubro de 2025, restringiu o visto de procura de trabalho a profissionais classificados pelo Governo como “altamente qualificados”, dificultando a regularização de milhares de imigrantes. O Governo, por meio do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, já admitiu a entrada de mais imigrantes para a reconstrução de zonas afetadas, desde que as empresas de construção civil contratantes garantam condições de trabalho e alojamento. No entanto, a revisão da lei levanta incertezas quanto à "alta qualificação" exigida.Para especialistas, a medida que versa sobre profissionais "altamente qualificados" ignora as necessidades estruturais do país e compromete a capacidade de resposta em momentos críticos, como o atual cenário de destruição causado pelas fortes chuvas que atingem diversas regiões portuguesas nas últimas duas semanas.“Portugal não tem capacidade de reconstrução. Então que país será esse no futuro? Vai se tornar um Haiti, que foi atingido por um terremoto e ficou não sei quantos anos destruído”, afirma o brasileiro Fábio Knauer, fundador e CEO da Aliança Global Group, empresa especializada em imigração, vistos e cidadania europeia. Segundo ele, a política migratória adotada pelo Governo afastou trabalhadores estrangeiros justamente dos setores que hoje se mostram essenciais à recuperação de cidades como Leiria, uma das mais afetadas pelas intempéries climáticas, como a tempestade Kristin.






