Sábado à noite. Ainda faltam muitas horas para que as 24 Horas de Le Mans terminem. E tudo o que se possa dizer é pouco, ou pelo menos inconclusivo. É que, como explicou ao PÚBLICO Carlos Barros, o português que assumia a posição de chefe dos mecânicos do Peugeot 905 que venceu a edição de 1992, esta “não é uma corrida de velocidade”. Algo que comprovaria no ano seguinte, quando não conseguiu colocar o seu carro no primeiro lugar do pódio.Não é que esse parâmetro não conte (conta, e muito!, sobretudo actualmente). Mas há outras características que definem o vencedor: desde o momento em que se decide trocar de pneus ou abastecer combustível até à altura em que se define a mudança de piloto.São 22h em Le Mans, menos uma hora em Lisboa. À frente, segue o carro número 38 da Cadillac, com o número 20 da BMW no encalço: uma espécie de picardia, sobretudo depois de a pole position ter sido decidida por causa de um erro do primeiro piloto do emblema norte-americano, cedendo lugar à marca bávara, que, pela primeira vez, partiu na dianteira. Passaram-se seis horas desde a partida e no primeiro lugar, além destes dois, já esteve o Toyota número 8, que aproveitou as paragens dos concorrentes para se posicionar mais adiante. Agora, segue em terceiro.
Em Le Mans, nada é garantido à partida e nem mesmo nas últimas horas da prova
A 94.ª edição da prova francesa que se disputa no Circuito de La Sarthe destaca-se pela relevância da estratégia, sobretudo depois de a ordem da partida ter sido trocada por um erro de um piloto.
A BMW obtém a pole position nas 24 Horas de Le Mans após erro da Cadillac; 300-350 mil espectadores. A vitória depende de estratégia e adaptação, não de performance pura - um princípio universal nos sistemas complexos.












