Mariana Martins comprou em 2024 um apartamento no Santo Cristo, no Rio de Janeiro, para investir e, sem encontrar empresa disposta a gerenciar o imóvel na região, teve de aprender sozinha. Foi ao YouTube, montou o anúncio no Airbnb e recebeu a primeira família. Hoje, aos 42 anos, ela administra 30 apartamentos entre o Porto Maravilha e a zona sul carioca, depois de abandonar a confeitaria que exercia havia cinco anos.
A trajetória de Mariana ilustra uma mudança no mercado de aluguel por temporada no Rio. A renda extra para proprietários passou a atrair profissionais e empresas especializadas em gestão, limpeza e manutenção, transformando a locação de curta duração em um segmento com estrutura, margem e risco operacional próprios.
O Rio tem 25 mil imóveis ativos voltados para essa modalidade — crescimento de 18% em um ano, segundo levantamento do Secovi-Rio de março de 2025. O estado recebeu 884,5 mil turistas internacionais no primeiro trimestre de 2026, alta de 19% em relação ao mesmo período anterior e o maior volume do país, segundo a Embratur.
Copacabana concentra o maior número de anúncios, com 7.760 imóveis listados, seguida por Ipanema (2.231) e Leblon (1.216). A diária média em Ipanema chega a R$ 1.042. São Paulo lidera em volume total no país, mas os números cariocas mostram maior rentabilidade por imóvel: enquanto a capital paulista concentra viagens corporativas, o Rio atrai visitantes de lazer com presença internacional ao longo de todo o ano.















