O biólogo Luiz Claudio Freitas Lemos, 63, recorre ao aluguel de curta duração para complementar a renda com um apartamento do tipo quarto e sala no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, disponível para hospedagens em plataformas como Airbnb.

"Vou ser bem sincero: se eu não tivesse alugado o apartamento, estaria encrencado para sobreviver. A perda salarial foi bem grande com a aposentadoria, e, ao envelhecer, a gente gasta mais com saúde", afirma Luiz Claudio, que hoje mora em um imóvel alugado por meio de um contrato convencional.

O aposentado faz parte de um grupo em crescimento. Uma pesquisa do Airbnb divulgada em março indicou que mais de 76 mil anfitriões ativos na plataforma no Brasil tinham mais de 60 anos em 2025.

O número de perfis dessa faixa etária aumentou mais de 155% no intervalo de 2020 até o ano passado, diz a empresa.

Em termos proporcionais, a alta supera o avanço da população total com 60 anos ou mais no país. De 2020 a 2025, esse contingente cresceu 18%, chegando a 35,4 milhões, conforme projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).