Estrangeiros estão ampliando a compra de apartamentos compactos, conhecidos como estúdios, na cidade do Rio de Janeiro, segundo empresas do setor imobiliário.

Essas unidades de tamanho reduzido, com cerca de 30 metros quadrados, viraram fonte de renda para quem aposta no aluguel de curta duração, o que inclui plataformas como o Airbnb.

A procura por acomodações do tipo vem em uma trajetória de alta no Rio em meio ao boom do turismo após a pandemia.

A retomada das atividades turísticas estimulou o interesse externo pelos apartamentos, assim como o avanço de tecnologias que agilizaram as transações para quem está fora do Brasil, aponta Ernesto Otero, CEO da Lobie, especializada na gestão de imóveis de curta temporada.

A empresa diz ter em seu portfólio cerca de 8.000 estúdios no Rio, considerando projetos ainda em construção e unidades já em operação. Conforme a Lobie, a participação dos proprietários estrangeiros chegou a 18% em 2026, após marcar 2% há três anos.