0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Prédios da Rua Santa Clara, em Copacabana: na Zona Sul do Rio, área de alta demanda turística, há condomínios que proibiram e outros que tentam organizar a prática do aluguel por temporada; por enquanto, vale o que dita a convenção de cada edifício — Foto: Márcia Foletto RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 17:03 Inadimplência de Aluguel no Brasil: Estabilidade e Preocupações Futuras A inadimplência de aluguel no Brasil manteve-se estável em maio, registrando 3,22%, com leve alta em comparação a abril. Destaca-se o aumento nas faixas de até R$ 1 mil e acima de R$ 13 mil, especialmente no segmento residencial. O Nordeste lidera em inadimplência regional. Especialistas aconselham cautela, observando inflação e juros que podem afetar o pagamento dos inquilinos em 2026. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após registrar o menor índice em um ano (3,18%), a inadimplência de aluguel no Brasil ficou estável na margem (leve alta de 0,04 ponto percentual) e fechou maio em 3,22%. Em relação a maio de 2025, quando a taxa era de 3,33%, houve queda de 0,11 ponto percentual. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia, da Superlógica, plataforma de soluções imobiliárias. - O aumento ainda é pequeno e pode ser considerado uma variação comum diante da instabilidade econômica que o país vive. Ainda é cedo para falar em tendência de alta, principalmente porque abril registrou o menor índice em um ano e o avanço de maio não foi expressivo. No entanto, o cenário exige cautela. É importante acompanhar indicadores como inflação e juros ao longo de 2026, que podem impactar diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos - afirma Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica. Na análise por valor de aluguel, todas as faixas registraram alta, mas os imóveis de até R$ 1 mil seguem liderando a inadimplência. No segmento residencial, a taxa nessa faixa passou de 5,56% em abril para 6,31% em maio. No comercial, subiu de 7% para 7,60% no mesmo período. Na outra ponta, as menores taxas foram observadas nas faixas entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, tanto no residencial quanto no comercial, com 1,91% e 3,52%, respectivamente. Os aluguéis acima de R$ 13 mil também registraram aumento relevante, especialmente no segmento residencial, que avançou 1,64 ponto percentual e atingiu 6,16% em maio, ante 4,52% em abril. No comercial, a alta foi de 0,47 ponto percentual, chegando a 4,90%, contra 4,43% no mês anterior. - Os contratos de maior valor seguem preocupando as imobiliárias e administradoras pelo impacto financeiro que representam. Quem aluga um imóvel acima de R$ 13 mil geralmente tem renda familiar acima de R$ 40 mil, o equivalente a cerca de três vezes o valor do aluguel, dentro da margem de segurança padrão. Mas esse perfil é, em grande parte, composto por empreendedores, comerciantes e empresários - analisa Gonçalves. Na análise por tipo de imóvel, todos os segmentos registraram alta em maio. A maior variação ocorreu nas casas, cuja inadimplência passou de 3,31% em abril para 3,69% em maio. Entre os apartamentos, a taxa subiu de 2,11% para 2,35%. Já os imóveis comerciais avançaram de 4,21% para 4,39%. Em maio, o Nordeste manteve a maior taxa de inadimplência entre as regiões, com 5,39%, alta de 0,41 ponto percentual em relação a abril. O Norte aparece em segundo lugar, com 4,38%, praticamente estável na comparação mensal, com alta de apenas 0,01 ponto. Na sequência, o Sudeste voltou a subir, passando de 2,94% para 3,15%. No sentido oposto, o Centro-Oeste seguiu em queda e fechou maio com 2,85%, ante 2,97% no mês anterior. Já o Sul, embora tenha mantido a menor taxa do país, registrou leve alta de 0,02 ponto percentual, chegando a 2,67%.
Inadimplência de aluguel cresce mais nas faixas de até R$ 1 mil e acima de R$ 13 mil
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