Bom mesmo é aprender a satisfazer-se com o que se tem Quando me casei, em 2011, morei com minha esposa em um apartamento de 25 m2. Para quem conhece o Rio, basta o endereço: Rua Humberto de Campos, Edifício Três Irmãos, prédio que carrega algumas ambiguidades ao longo de sua história. Não posso dizer que vivíamos mal, afinal, o Leblon talvez seja o bairro mais charmoso da cidade. Mas, para dois jovens que tinham suas próprias bugigangas, o tamanho do apartamento exigia adaptações. A geladeira, por exemplo, era um frigobar que guardamos até hoje. O fogão, elétrico, tinha duas bocas. A vida financeira também tinha suas restrições. Cada abastecimento no posto de gasolina ou compras no mercado Zona Sul machucava o orçamento.
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