Em uma Copa do Mundo, a preparação de jogadores como Neymar, Vinícius Júnior, Raphinha e Endrick vai muito além dos treinos em campo. Com jogos intensos, desgaste físico elevado e pouco tempo de recuperação entre as partidas, a alimentação passa a ter papel estratégico dentro da rotina dos jogadores convocados por Carlo Ancelotti.

Alimentos como arroz, feijão, carnes magras, ovos, frutas e outras fontes de proteína costumam ganhar espaço no cardápio dos atletas, enquanto frituras, álcool e ultraprocessados geralmente são reduzidos ou eliminados da dieta dos jogadores da Seleção Brasileira.

Segundo o médico Dr. Danilo Almeida, fundador da Clínica Versio, o desempenho dos jogadores depende diretamente da capacidade do organismo de manter energia, recuperação muscular e equilíbrio metabólico ao longo da competição.

“Durante uma Copa, o atleta passa por um nível muito alto de desgaste físico, inflamação muscular e perda de líquidos. Por isso, a alimentação precisa fornecer energia suficiente para o jogo, acelerar a recuperação muscular e evitar queda de rendimento entre uma partida e outra”, explica.

Além da escolha dos alimentos, horários das refeições, hidratação constante e qualidade do sono também costumam fazer parte da estratégia nutricional durante grandes competições. “O corpo precisa estar preparado para a recuperação muscular, reduzir fadiga e manter boa função cognitiva. Quando existe alimentação inadequada ou desidratação, isso pode impactar resistência física, tempo de reação e até tomada de decisão dentro de campo”, acrescenta o Dr. Danilo Almeida.