Levantamento da Climate Central indica que um em cada quatro jogos poderá ser disputado sob estresse térmico, com risco maior em cidades como Miami, Dallas e Monterrey 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Troféu da Copa do Mundo FIFA — Foto: FREDERIC J. BROWN / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 07:17 Calor extremo ameaça Copa do Mundo 2026: 97 jogos em risco Estudo da Climate Central alerta que 97 dos 104 jogos da Copa do Mundo de 2026, nos EUA, México e Canadá, podem ser afetados por calor extremo, prejudicando o desempenho dos jogadores. Cidades como Miami e Dallas enfrentam maior risco, com temperaturas acima de 35°C. A Fifa planeja pausas para hidratação, mas há dúvidas sobre a eficácia diante do aquecimento global crescente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Além das disputas dentro de campo, a Copa do Mundo de 2026 deve colocar atletas e torcedores diante de outro desafio: as altas temperaturas. Um estudo da organização Climate Central concluiu que as mudanças climáticas elevaram a probabilidade de calor suficiente para prejudicar o rendimento dos jogadores em 97 dos 104 jogos programados para o torneio, sediado por Estados Unidos, México e Canadá. A análise utilizou como referência temperaturas acima de 28°C, faixa que pesquisas científicas associam à redução da intensidade física durante as partidas. Nesses cenários, jogadores tendem a correr menos, diminuir a frequência de arrancadas, percorrer distâncias menores e apresentar recuperação mais lenta, alterando inclusive o ritmo e a dinâmica do jogo. Segundo o levantamento, cerca de um quarto das partidas poderá ser disputado sob condições de estresse térmico. Cidades como Monterrey, Dallas e Miami estão entre as que apresentam maior risco de registrar temperaturas superiores a 35°C durante o período da competição, enquanto a umidade elevada em locais como Houston e Miami pode intensificar ainda mais a sensação de calor. Fotos do primeiro jogo da Copa do Mundo 2026 1 de 8 Mexicanos comemoram primeiro gol da Copa do Mundo — Foto: Yuri CORTEZ / AFP 2 de 8 Quiñones — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 México e África do Sul se enfrentam na abertura da Copa do Mundo 2026 — Foto: Yuri Cortez / AFP 4 de 8 Seleção do México marca o primeiro gol da Copa do Mundo — Foto: Reprodução TV Globo X de 8 Publicidade 5 de 8 Julian Quinones comemora primeiro gol da Copa do Mundo — Foto: CARL DE SOUZA / AFP 6 de 8 Equipe mexicana comemora primeiro gol do torneio — Foto: Rodrigo OROPEZA / AFP X de 8 Publicidade 7 de 8 Iqraam Rayners da África do Sul e Johan Vasquez do México — Foto: Yuri CORTEZ / AFP 8 de 8 Julian Quinones comemora gol do México contra África do Sul na abertura da Copa — Foto: Rodrigo OROPEZA / AFP X de 8 Publicidade México e África do Sul se enfrentam no Estádio Azteca, na Cidade do México Desde a primeira edição da Copa do Mundo, em 1930, o aumento da temperatura média do planeta tornou os meses de junho e julho significativamente mais quentes em 14 das 16 cidades que receberão jogos neste ano. Em contrapartida, sedes como Toronto e Vancouver aparecem entre as menos suscetíveis ao calor extremo, embora também possam ser impactadas por eventuais ondas de calor. A Fifa anunciou medidas para reduzir os riscos, como pausas obrigatórias para hidratação durante as partidas e a priorização de horários menos quentes em parte do calendário. Ainda assim, especialistas e atletas têm questionado se as iniciativas são suficientes diante das projeções climáticas. Em meio às preocupações, a entidade também voltou atrás na decisão inicial de proibir a entrada de garrafas de água nos estádios para o público, após alertas sobre o risco de desidratação entre os torcedores. O tema também mobilizou representantes internacionais. O secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, Simon Stiell, defendeu que as pausas para hidratação sirvam como lembrete dos impactos do aquecimento global e da necessidade de reduzir as emissões de combustíveis fósseis. Além dos efeitos sobre o espetáculo esportivo, pesquisadores alertam que o calor excessivo pode representar riscos à saúde de atletas e espectadores, especialmente em estádios abertos localizados nas regiões mais quentes da América do Norte. Estudos recentes indicam que a combinação entre altas temperaturas e umidade tende a dificultar o resfriamento natural do corpo, aumentando o risco de exaustão térmica durante atividades físicas intensas.
Calor extremo pode afetar desempenho de jogadores em 97 dos 104 jogos da Copa do Mundo, aponta estudo
Levantamento da Climate Central indica que um em cada quatro jogos poderá ser disputado sob estresse térmico, com risco maior em cidades como Miami, Dallas e Monterrey















