O Supremo Tribunal Federal formou maioria para rejeitar uma apelação da Igreja Universal de Reino de Deus contra uma decisão que ordena a devolução de dinheiro e bens doados por uma mulher. O julgamento ocorre no plenário virtual e deve terminar na próxima segunda-feira 15.
Em abril, o presidente da Corte, Edson Fachin, negou o recurso da IURD contra o acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo. A Universal, então, protocolou o chamado agravo regimental para reverter a decisão do ministro. Até aqui, porém, votaram por manter a ordem original Fachin, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, André Mendonça e Cármen Lúcia. Restam os votos de Luiz Fux, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes.
A Universal se insurgiu contra o julgamento de 2021 em que o TJ-SP determinou o pagamento de 50 mil reais a uma fiel a título de reparação. Mandou também devolver à mulher os valores correspondentes à doação, inclusive de um carro — o acórdão cita “mais de meio milhão de reais a título de doação, além de um veículo importado”.
O voto condutor naquele julgamento do TJ-SP partiu do relator Natan Zelinschi de Arruda, que chegou a mencionar “apologia da indústria da fé”. Disse ainda que a fiel foi induzida a erro, “inclusive com expressões como ‘fogueira santa'”, e que a IURD se aproveitou de “momentos adversos” da seguidora para obter vantagem indevida.










