PUBLICIDADE Pedidos de anulação de mesas de votação no país e no exterior foram apresentados na quinta-feira pelos partidos Força Popular e Juntos pelo Peru, alegando irregularidades no dia da eleição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Roberto Sánchez e Keiko Fujimori, candidatos na disputa pela Presidência do Peru — Foto: Connie France e Ernesto Benavides/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 09:48 Disputa Presidencial no Peru: Fujimori Lidera com Votos Contestados A eleição presidencial no Peru está em disputa acirrada com 98,3% dos votos apurados, mostrando Keiko Fujimori à frente por 1.303 votos. Os partidos Força Popular e Juntos pelo Peru apresentaram pedidos de anulação de votos, alegando irregularidades. A situação pode levar a uma decisão judicial, com ambos os lados se acusando de fraude enquanto declaram respeitar a institucionalidade do processo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com 98,258% das urnas apuradas após quase uma semana de apuração, a eleição presidencial no Peru está sendo decidida por uma margem de 1.303 votos a favor de Keiko Fujimori (Força Popular), filha do ex-ditador Alberto Fujimori. Enquanto a contabilização de cada voto avança lentamente, em um processo que pode só atingir os 100% no mês que vem, começam a surgir os primeiros sinais de que a disputa pode se encerrar nos tribunais, em um momento em que o partido de esquerda Juntos pelo Peru (JP), do candidato Roberto Sánchez, tenta invalidar os votos de cerca de 2,4 mil mesas eleitorais, sob alegação de fraude. O partido de direita também apresentou um pedido para impugnação de votos. O representante legal do partido Juntos pelo Peru, Carlos Zafra Flores, apresentou um primeiro recurso eleitoral nesta apuração perante um Júri Eleitoral Especial (JEE) em Lima na quinta-feira. A petição alega que foram detectados "padrões de repetição exata" em mesas de votação durante a jornada eleitoral de 7 de junho em favor do fujimorismo. A sigla sustenta que o padrão idêntico de votos em diferentes mesas "desafia toda probabilidade matemática" e "indica uma adulteração sistemática e coordenada no preenchimento das atas de apuração". Ao longo do dia, outros três ofícios foram apresentados a órgãos da justiça eleitoral peruana, em um total de quatro pedidos de anulação de votos. O pedido é pela anulação de 1.751 mesas eleitorais no Peru e 649 nos EUA, em áreas onde Keiko obteve a maioria dos votos. Ainda na quinta, a candidata de direita fez uma declaração à imprensa, afirmando que seu partido não encontrou qualquer elemento de ilegalidade. O Força Popular também apresentou recursos de nulidade, alegando irregularidades no dia da votação. A solicitação foi direcionada a mesas de votação na região de Puno, alcançando mais de 7 mil votos — 5.932 deles em favor de Sánchez. A sigla alegou que "representantes devidamente credenciados" não tiveram acesso à sala de votação, e que "fatos graves que afetam a transparência, a legalidade e a autenticidade do sufrágio" são causa de nulidade. À medida que a apuração avançava e desenhava o cenário de uma decisão apertada, tanto Sánchez quanto Keiko fizeram apelos em respeito ao processo eleitoral. A candidata de direita largou na frente, com maioria em centros urbanos como Lima, onde os votos foram apurados mais rapidamente, e viu a liderança escapar à medida que votos de zonas pobres do país, sobretudo da região andina, pesaram a favor do esquerdista. A dianteira foi retomada por Keiko com ajuda da contabilização dos votos do exterior. Enquanto o partido apresentou o pedido de impugnação dos votos, Sánchez manteve uma postura mais reservada. Na quinta, o candidato participou de reuniões com representantes das missões da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia que acompanharam o processo eleitoral. Ele evitou levantar acusações diretas de fraude eleitoral, mas compartilhou nas redes sociais um depoimento de um advogado de seu partido questionando o envio de atas eleitorais em malas desde o exterior. Oficialmente, os candidatos e partidos não romperam com a institucionalidade. Keiko, em sua fala na quinta-feira, minimizou um possível efeito desestabilizador do pedido de impugnação do partido rival, afirmando que a sigla estava "no direito" de fazê-lo. Em declarações públicas, o secretário-geral do JP, Ernesto Zunini, falou à imprensa que o grupo político respeitará o resultado da votação. (Com El Comércio)
Eleição no Peru: Com 98,3% dos votos apurados e Keiko na liderança por 1,3 mil votos, partidos tentam anular votos
Pedidos de anulação de mesas de votação no país e no exterior foram apresentados na quinta-feira pelos partidos Força Popular e Juntos pelo Peru, alegando irregularidades no dia da eleição













