Com 99% das urnas apuradas, Sánchez está atrás na contagem de votos contra sua adversária, Keiko Fujimori, por uma diferença de cerca de 35 mil votos, ou 0,2 ponto percentual. O órgão eleitoral do país ainda não declarou um vencedor oficialmente. A sigla convocou uma manifestação em Lima para a próxima quarta-feira (17) e planeja outros atos ao longo da semana. Para justificar o protesto, o Juntos por el Perú afirmou à imprensa do país que "o voto dos cidadãos foi deslegitimado" e que não respeitaria o resultado oficial pois acredita que ele "não reflete a vontade popular com absoluta transparência". Agora no g1 Ele fez um apelo a Keiko para que se juntasse à campanha pela revisão. A candidata conservadora à Presidência do Peru, Keiko Fujimori, em 17 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Alessandro Cinque Recontagem oficial O JJE (Jurado Eleitoral Especial), órgão máximo da eleição peruana, disse antes do segundo turno, no último dia 7, que os resultados oficiais podem ser anunciados mais de um mês após a votação, depois da recontagem e o julgamento das contestações dos dois partidos. O presidente do JEE, Roberto Rolando Burneo Bermejo, disse que o processo de recontagem é demorado, e, por isso, estimou que o resultado pode sair apenas em meados de julho, dada a proximidade do número de votos de cada candidato. A quantidade de atas sob revisão é pequena se comparada ao total de votos no Peru — no total, há 92.700 atas no sistema eleitoral peruano. No entanto, a disputada na apuração é tão acirrada, que as atas revisadas podem redefinir o resultado. Bermejo afirmou ainda que mais atas podem ser submetidas a recontagens caso o Jurado Nacional de Eleições entenda que seja o caso. As recontagens podem ser feitas por diferentes razões, como: O número de cédulas eleitorais não correspondente ao de eleitores daquela mesa eleitoral;Quando há divergência no número de votos do boletim da ata e da urna correspondente;Quando os partidos concorrentes contestam o resultado da ata e a mesa eleitoral aceita a contestação.