Roberto Sánchez alega irregularidades administrativas e de custódia por parte do órgão eleitoral em relação aos cerca de 300 mil votos, amplamente dados a Keiko Fujimori 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os candidatos à presidência do Peru, Keiko Fujimori (à direita), do partido Fuerza Popular, e Roberto Sánchez (à esquerda), do partido Juntos por el Peru — Foto: Ernesto Benavides/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 02:27 Roberto Sánchez pede anulação de votos no exterior por irregularidades eleitorais no Peru O candidato Roberto Sánchez, nas eleições presidenciais do Peru, requisitou a anulação dos votos no exterior, alegando irregularidades administrativas no processo eleitoral que favoreceriam Keiko Fujimori. Com 99,70% das atas processadas, Fujimori lidera com 50,111% contra 49,889% de Sánchez. A decisão pode impactar cerca de 300 mil votos, enquanto o partido de Fujimori aguarda a apuração total. A eleição é marcada por um clima polarizado, com observadores da União Europeia atestando a tranquilidade do pleito. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O candidato de esquerda Roberto Sánchez pediu, nesta segunda-feira, a anulação dos votos computados no exterior no acirrado segundo turno presidencial do Peru — uma medida que poderia afetar cerca de 300 mil votos em um momento em que a contagem oficial mostra uma vantagem estreita para a direitista Keiko Fujimori. Com 99,70% das atas de votação processadas, Fujimori detinha 50,111% dos votos, contra 49,889% de Sánchez, segundo dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) publicados em seu site. Fujimori lidera a disputa contra Sánchez por pouco mais de 40 mil votos, com mais de 19 milhões de votos contabilizados. Para declarar um vencedor, ainda precisam ser analisadas as atas contestadas que contêm aproximadamente 82 mil votos. O segundo turno da eleição ocorreu em 7 de junho. "Protocolamos um pedido formal de anulação para que o Júri Nacional de Eleições declare a nulidade das eleições realizadas nas 119 repartições consulares", afirmou Sánchez na rede social X. "O processo eleitoral foi seriamente comprometido por modificações introduzidas a pedido do Poder Executivo (o Ministério das Relações Exteriores), especificamente em relação ao segundo turno presidencial", acrescentou o candidato, sem apresentar provas. As eleições presidenciais no Peru em fotos: confira 1 de 12 O candidato à presidência do Peru, Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Peru, discursa de uma sacada após a divulgação dos primeiros resultados do segundo turno das eleições presidenciais em Lima — Foto: Connie FRANCE / AFP 2 de 12 As urnas fecharam em 7 de junho de 2026, com as pesquisas de boca de urna indicando que Keiko Fujimori, candidata pela quarta vez, tinha uma vantagem mínima sobre seu rival de esquerda, Roberto Sánchez — Foto: Connie FRANCE / AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 A disputa para saber quem será o nono presidente do Peru em uma década continua indefinida na tarde desta segunda-feira (8) — Foto: Anthony Nino de Guzman / AFP 4 de 12 Um funcionário eleitoral peruano exibe uma cédula a favor do candidato presidencial Roberto Sánchez — Foto: Connie FRANCE / AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Em sua quarta tentativa de chegar à Presidência, Keiko pediu paciência a seus apoiadores, afirmando que "teremos dias longos pela frente" — Foto: Connie FRANCE / AFP 6 de 12 Apoiadores do candidato presidencial peruano Roberto Sánchez dançam enquanto aguardam seu discurso — Foto: Connie FRANCE / AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Apoiadores do candidato presidencial peruano Roberto Sánchez — Foto: Connie FRANCE / AFP 8 de 12 Apoiador da candidata à presidência do Peru, Keiko Fujimori, pelo partido Fuerza Popular, acena com uma bandeira após a divulgação dos primeiros resultados do segundo turno — Foto: Anthony Nino de Guzman / AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 A candidata à presidência do Peru, Keiko Fujimori, pelo partido Força Popular, acena após um discurso na sequência da divulgação dos primeiros resultados — Foto: MARTIN BERNETTI / AFP 10 de 12 Uma apoiadora da candidata à presidência do Peru, Keiko Fujimori, do partido Força Popular, exibe uma bandeira nacional com a inscrição em espanhol "Eu amo o Peru" — Foto: MARTIN BERNETTI / AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 As primeiras páginas de jornais expostas em uma banca de jornal em Lima nesta segunda-feira (8) — Foto: MARTIN BERNETTI / AFP 12 de 12 As primeiras páginas de jornais expostas em uma banca de jornal em Lima nesta segunda-feira (8) — Foto: MARTIN BERNETTI / AFP X de 12 Publicidade A disputa é entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez Sánchez alega irregularidades administrativas e de custódia por parte do órgão eleitoral em relação aos votos do exterior — cerca de 300 mil e favoreceram amplamente Fujimori. O candidato sustenta que, se os votos computados fora do país forem excluídos, ele teria uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos sobre sua rival. O Fuerza Popular, partido de Fujimori, indicou que aguardará a apuração de 100% dos votos antes de declarar vitória. Uma delegação da União Europeia observou que o segundo turno transcorreu de maneira "calma e ordenada", em meio a uma campanha polarizada. O segundo turno colocou frente a frente a filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori (1990–2000) e Sánchez, herdeiro político do ex-líder Pedro Castillo, que está preso após uma tentativa fracassada de autogolpe em 2022. Esta é a quarta vez que Fujimori concorre à presidência, enquanto para Sánchez é a primeira tentativa. O vencedor substituirá o presidente interino José María Balcázar em 28 de julho, assumindo um mandato de cinco anos.
Candidato nas eleições presidenciais do Peru pede anulação de votos no exterior
Roberto Sánchez alega irregularidades administrativas e de custódia por parte do órgão eleitoral em relação aos cerca de 300 mil votos, amplamente dados a Keiko Fujimori













