Partido de esquerda mobilizou manifestações nacionais 'em defesa do voto e da democracia'; resultado definitivo está previsto para sair em julho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Roberto Sánchez e Keiko Fujimori, candidatos na disputa pela Presidência do Peru — Foto: Connie France e Ernesto Benavides/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 17:08 Keiko Fujimori lidera eleição no Peru em meio a protestos e alegações de irregularidades Com 99,3% das urnas apuradas, Keiko Fujimori, do partido Força Popular, lidera a eleição presidencial no Peru com 50,109% dos votos, contra 49,891% de Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru. A apuração lenta e protestos convocados pelo partido de Sánchez, alegando falta de transparência, marcam o cenário eleitoral. Ambos os partidos apresentaram pedidos de anulação de votos devido a irregularidades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A candidata de direita Keiko Fujimori — filha do ex-ditador Alberto Fujimori —, do partido Força Popular, ampliou nesta quinta-feira a vantagem sobre o esquerdista Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, na apuração da eleição presidencial peruana. Com 99,396% das urnas apuradas, Keiko aparece com 50,109% contra 49,891% de Sánchez, com vantagem de 39.890 votos. O resultado definitivo do pleito, que teve o segundo turno realizado no dia 7 de junho, está previsto para sair somente em julho, segundo estimativas das autoridades eleitorais peruanas. Enquanto a apuração da disputa acirrada avança a passos lentos, o partido Juntos pelo Peru convocou seus apoiadores de todo o país para participar de um protesto nacional na sexta-feira. Segundo a legenda, essa mobilização está sendo realizada “em defesa do voto, da vitória do povo e da democracia”. Além da marcha nacional, o grupo liderado por Sánchez convocou diversos protestos e vigílias em diferentes regiões do Peru nesta quarta-feira. Ao explicar os motivos para a convocação dessa mobilização nacional, o partido afirmou que “o voto popular foi deslegitimado” e que seus correligionários não respeitarão os resultados eleitorais, porque acreditam que eles “não refletem a vontade popular com absoluta transparência”. “Denunciamos a falta de transparência das organizações que conduzem o processo eleitoral, a mudança das regras eleitorais em pleno processo, uma série de irregularidades, vícios de nulidade e manobras político-midiáticas que ameaçam a justiça eleitoral e a vontade soberana do povo peruano”, diz uma das motivações apresentadas pelo partido. Apesar da declaração, Anahí Durand, porta-voz do Juntos pelo Peru, havia indicado dias antes que respeitaria os resultados. Segundo ela, Durand "ter dúvidas razoáveis e apresentar contestações" não significa não reconhecer os resultados. Sánchez salientou que seus partidários não apelaram a quaisquer ações que ultrapassem os seus direitos políticos. — Ter dúvidas razoáveis, apresentar contestações, exercer o direito de defesa do voto não implica que não reconheçamos os resultados. Temos dúvidas razoáveis e também tomámos as medidas legais adequadas porque constatámos que a situação não é clara — comentou. Ao longo da apuração do segundo turno, ambos os partidos apresentaram pedidos para impugnação de votos. O representante legal do Juntos pelo Peru, Carlos Zafra Flores, apresentou um primeiro recurso eleitoral perante um Júri Eleitoral Especial (JEE) em Lima na última quinta-feira. A petição alega que foram detectados "padrões de repetição exata" em mesas de votação durante a jornada eleitoral de 7 de junho em favor do fujimorismo. A sigla sustenta que o padrão idêntico de votos em diferentes mesas "desafia toda probabilidade matemática" e "indica uma adulteração sistemática e coordenada no preenchimento das atas de apuração". Ao longo do mesmo dia, outros três ofícios foram apresentados a órgãos da justiça eleitoral peruana, em um total de quatro pedidos de anulação de votos. O pedido é pela anulação de 1.751 mesas eleitorais no Peru e 649 nos EUA, em áreas onde Keiko obteve a maioria dos votos. Ainda na semana passada, a candidata de direita fez uma declaração à imprensa, afirmando que seu partido não encontrou qualquer elemento de ilegalidade. O Força Popular também apresentou recursos de nulidade, alegando irregularidades no dia da votação. A solicitação foi direcionada a mesas de votação na região de Puno, alcançando mais de 7 mil votos — 5.932 deles em favor de Sánchez. A sigla alegou que "representantes devidamente credenciados" não tiveram acesso à sala de votação, e que "fatos graves que afetam a transparência, a legalidade e a autenticidade do sufrágio" são causa de nulidade.
Com 99,3% das urnas apuradas, Keiko Fujimori amplia vantagem em eleição no Peru e adversário convoca protestos
Partido de esquerda mobilizou manifestações nacionais 'em defesa do voto e da democracia'; resultado definitivo está previsto para sair em julho














