Enquanto as seleções brigam pela classificação na Copa 2026, iFood e Keeta entrarão em outra batalha fora do campo: a briga por quem consegue atrair mais pedidos e entregá-los sem atraso. Aplicativos apostam em sistemas próprios e ferramentas de inteligência artificial para prever picos de demanda, ajustar e otimizar rotas dos entregadores, além de escalar cupons, descontos, figurinhas e patrocínios às transmissões do torneio. Pedidos de snacks e bebidas antes do jogo disparam, e há picos de reposição nos intervalos e após o fim das partidas.
A vice-presidente de marketing do iFood, Ana Gabriela Lopes, diz que o maior desafio da empresa na última Copa foi equilibrar a distribuição de pedidos durante os jogos. Neste ano, segundo ela, o nível de monitoramento cresceu.
"Se um restaurante não tiver capacidade para absorver o volume de demanda esperado, o sistema pode sugerir que ele pause temporariamente os pedidos e redirecionar o consumidor para alternativas de qualidade, evitando frustrações antes que elas aconteçam", afirma Lopes. Ela também recomenda antecedência aos clientes, em especial nos jogos da seleção brasileira.
Há menos de um ano em operação no Brasil, a Keeta, controlada pela chinesa Meituan, é utilizada por 1,8% de estabelecimentos que fazem entregas no Brasil, segundo levantamento da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) de abril deste ano. O iFood atende 99,1%.













