Os líderes de Israel, Irã, Hezbollah, Hamas e Estados Unidos têm uma coisa em comum: nenhum deles quer uma comissão de inquérito analisando o seu desempenho no mais recente conflito do Oriente Médio. Então, decidi fazer isso por eles, e posso resumir minhas conclusões em duas palavras que se aplicam a todos eles: "Vocês perderam". Pronto —poupei a todos o tempo e o dinheiro de uma investigação interna. De nada.

Esta é, verdadeiramente, a guerra no Oriente Médio que todos perderam. Mesmo que ainda não tenha acabado, já consigo enxergar isso.

Na verdade, uma das razões pelas quais esta guerra pode se prolongar é porque a maioria dos líderes desses países e milícias sabe que a história está de olho neles e, no minuto em que as armas silenciarem, haverá um acerto de contas moral, político e econômico que será devastador para cada um desses tolos.

Vamos analisar cada um. O Hamas iniciou este último conflito no Oriente Médio em 7 de outubro de 2023, com uma invasão a Israel a partir da Faixa de Gaza, na qual, em um único dia, assassinou mais de 1.200 pessoas —homens, mulheres e crianças— e sequestrou mais de 250. Qual era o objetivo de guerra do Hamas?

Até onde podemos perceber, sua fantasia era que, ao invadir Israel, desencadearia uma revolta regional na qual as forças de "resistência" —incluindo o Hezbollah, o Irã e até mesmo algumas nações árabes— o ajudariam a aniquilar o Estado judeu.