A creatina, um dos suplementos mais populares entre frequentadores de academia e atletas, parece não ter o efeito anti-inflamatório que muitos imaginam.
A conclusão é de uma revisão sistemática com meta-análise conduzida por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), que avaliou diversos ensaios clínicos e concluiu que, até o momento, não há evidências consistentes de que a substância reduza marcadores inflamatórios no organismo.
O estudo, apoiado pela Fapesp, foi realizado no Centro de Estudos de Revisão Sistemática na Saúde Cardiovascular e Metabólica da Unesp em Marília.
Os autores analisaram dados de oito ensaios clínicos randomizados e controlados por placebo para investigar os efeitos da suplementação de creatina sobre os biomarcadores inflamatórios mais comuns. Os resultados foram publicados em fevereiro na revista científica Frontiers in Immunology.
Desde os anos 1990, a creatina é utilizada e amplamente reconhecida por seus efeitos ergogênicos, ou seja, que melhoram o desempenho físico ajudando o corpo a treinar melhor, produzir mais força, resistir mais ao cansaço ou se recuperar mais rápido. Mas a popularização do suplemento trouxe uma série de interpretações equivocadas sobre seus possíveis benefícios –entre eles, o suposto efeito anti-inflamatório.












