Se você acompanha perfis sobre menopausa nas redes sociais, provavelmente já se deparou com discussões sobre creatina —suplemento há muito popular entre atletas e fisiculturistas. Ela é um dos muitos produtos vendidos como aliados para sintomas e riscos à saúde que acompanham a transição menopáusica, das ondas de calor às infecções urinárias.
A creatina é um composto produzido naturalmente pelo organismo e armazenado principalmente nos músculos, que a usam para gerar energia. A maior parte das pessoas também a consome por meio de carnes e frutos do mar.
O principal argumento das influenciadoras que defendem o suplemento é simples. Os níveis de estrogênio caem durante a perimenopausa, o que em geral leva à perda de massa muscular. Médicos costumam recomendar musculação para combater essa perda, e defensoras da creatina afirmam que o suplemento poderia aumentar a eficácia dos treinos e melhorar a saúde das mulheres com o envelhecimento.
Algumas influenciadoras também defendem que a creatina melhora memória e humor —duas queixas comuns durante e após a perimenopausa.
A creatina monoidratada, forma mais estudada do composto, tem mais pesquisas do que a maioria dos suplementos vendidos para sintomas da menopausa. O produto é considerado seguro em geral, e estudos mostram que pode aumentar modestamente a massa muscular e o desempenho físico em algumas pessoas.











