Após a aprovação da PEC da autonomia do Banco Central (PEC 65/2023) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (10), entidades ligadas ao Banco Central divulgaram manifestações sobre o avanço da proposta, que trata da autonomia orçamentária, administrativa e financeira da autoridade monetária. O texto segue agora para análise do plenário da Casa. A Associação Nacional dos Auditores do Banco Central (ANBCB) afirmou, em nota, que a aprovação representa “mais um passo decisivo rumo ao fortalecimento institucional do Banco Central e à construção de condições sustentáveis para que o BC desempenhe sua missão com autonomia, eficiência e segurança jurídica”. Para o presidente da entidade, Thiago Cavalcanti, “quando fortalecemos institucionalmente o Banco Central, quem ganha é toda a sociedade. A proposta contribui para preservar serviços essenciais, estimular a inovação no sistema financeiro e criar condições para que a autoridade monetária continue cumprindo seu papel com excelência”. A ANBCB também citou levantamento próprio segundo o qual 95% dos servidores ativos consultados apoiaram a aprovação da PEC 65/2023. Já o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), em posicionamento da seccional do Distrito Federal, afirmou que “a linha adotada pelo governo na Emenda 26, do senador Jaques Wagner, nos parece um bom caminho, mantém o BC como autarquia de direito público e soluciona os problemas de orçamento sem colocar o Banco Central em risco de captura por interesses privados e externos”. “A emenda do governo dá mais autonomia à instituição, sem colocá-la em risco”, acrescentou. Ressaltou, porém, que a maioria dos servidores do Banco Central é contra a mudança do regime jurídico da autoridade monetária. Sede do Banco Central (BC) em Brasília — Foto: Arthur Menescal/Bloomberg