A deterioração das expectativas do mercado para a inflação e a política monetária continuou a impactar a curva de juros brasileira nesta terça-feira (9), com as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de curto prazo voltando a subir e aumentando as chances para uma alta da Selic em agosto pelo Banco Central.

No longo prazo, as taxas cederam durante boa parte da sessão, mas ganharam força durante a tarde após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar o Irã de ter derrubado um helicóptero norte-americano e prometer uma retaliação.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 14,5%, em alta de 0,03 ponto percentual ante os 14,472% da sessão anterior. O retorno para janeiro de 2028 marcava 14,925%, com elevação de 0,06 ponto.

No longo prazo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,71%, estável ante o ajuste anterior de 14,707%. Foi a sétima sessão consecutiva de elevação da curva brasileira.

O noticiário envolvendo a guerra no Oriente Médio também impactou outros índices. O dólar fechou em estabilidade nesta terça, a R$ 5,178. O Ibovespa fechou em alta de 0,67%, a 169.813 pontos, distante da máxima de 170.600 pontos atingida ainda pela manhã.