Os juros futuros fecharam nos maiores níveis do ano nesta quarta-feira (3), com exceção das taxas de curtíssimo prazo. A disparada ocorreu em meio à intensa reprecificação do ciclo de cortes da Selic pelo Banco Central. Agora, a estrutura a termo da curva sequer antecipa mais um corte de 0,25 ponto percentual até o fim do ano, diante de um cenário doméstico e externo que desafia a convergência da inflação à meta de 3% da autoridade monetária. Somado a isso, relatos de novos ataques no Oriente Médio jogaram os mercados globais em uma espiral de aversão a risco, contribuindo para o estresse no mercado de renda fixa nesta quarta-feira. Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 subiu de 14,17%, do ajuste de ontem, para 14,275%; a do DI de janeiro de 2028 saltou de 14,065% a 14,34%; a do DI de janeiro de 2029 disparou de 14,055% para 14,375% e a do DI de janeiro de 2031 anotou alta robusta de 14,065% a 14,345%. — Foto: Gerd Altmann/Pixabay
Juros futuros fecham nos maiores níveis do ano e curva deixa de precificar cortes na Selic
Cenários doméstico e externo que desafiam a convergência da inflação à meta de 3% do Banco Central contribuíram para o estresse no mercado de renda fixa nesta quarta-feira







