IPCA-15 abaixo do esperado e com composição mais begnina melhora expectativas para o rumo dos juros no Brasil Mercado passa a projetar chance maior de corte que de manutenção da Selic em agosto — Foto: Unsplash Os resultados melhores que o esperado do IPCA-15 de junho pavimentou a melhora recente das expectativas dos investidores para a política monetária do Banco Central. Com números que vieram abaixo do que o consenso do mercado apontava, além de uma composição mais benigna, a prévia da inflação brasileira fez com que um novo corte da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em agosto, passasse a ser o cenário base do mercado. No mercado de opções digitais de Copom, a probabilidade precificada para que a Selic seja reduzida de 14,25% a 14,00% salta de 39% a 55% nesta manhã, enquanto a chance de que o juro básico seja mantido no patamar atual cai de 57,9% a 40%. Há, ainda, uma pequena probabilidade de 4% de que o Copom realize um corte de juros ainda maior, de 0,5 ponto percentual, e leve a Selic a 13,75%. Com isso, os investidores completam a reversão das expectativas em relação à próxima decisão do colegiado. Desde a semana passada, após a divulgação do comunicado do Copom, o mercado enxergava como mais provável uma pausa do ciclo de cortes, tendo em vista a piora do cenário inflacionário e a menção do próprio Copom sobre a possibilidade de suspender o ciclo para observar a evolução dos dados. Neste sentido, o IPCA-15 gera um alívio relevante no mercado de renda fixa hoje, estendendo o movimento robusto de queda das taxas nesta semana, em especial nos vértices de curto a médio prazo da curva a termo. Por volta de 10h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2028 anotava forte baixa de 14,32% a 14,15%, e a do DI de janeiro de 2029 recuava de 14,38% para 14,23%.