A transição climática deixou de ser apenas uma agenda ambiental. Ela se tornou uma das maiores oportunidades de desenvolvimento econômico do século 21, com capacidade real de gerar crescimento, emprego, renda e riqueza.
Países que entenderem isso cedo e agirem com consistência sairão na frente na disputa por mercados, investimentos e pelas tecnologias que vão definir a economia global nas próximas décadas. O Brasil tem se movido nessa direção.
O sinal mais concreto disso é o Eco Invest Brasil. Para além dos esforços já reconhecidos do país na preservação ambiental e no cumprimento de compromissos climáticos internacionais, que geram lastro para ação econômica, o programa representa uma aposta diferente: utilizar recursos públicos para alavancar capital privado voltado à transição climática como estratégia de desenvolvimento econômico.
Em quatro leilões realizados, o programa mobilizou mais de R$ 140 bilhões (com 13 instituições financeiras credenciadas), com o quinto leilão, anunciado nesta semana, podendo elevar esse número para algo em torno de R$ 200 bilhões. É uma escala inédita no Brasil.
O terceiro leilão, que pode mobilizar mais de R$ 53 bilhões, é especialmente relevante. Pela primeira vez, os recursos foram estruturados para investimentos em participação societária, o equity, e parte significativa direcionada a pequenas e médias empresas em estágio inicial. Essa é uma mudança importante.














