Um novo tipo de profissional que promete trabalhar por uma equipe inteira, com domínio de ferramentas de inteligência artificial, repercutiu nas redes sociais. O HIC (High-Impact Individual Contributor, ou colaborador individual de alto impacto) abriria mão de gerenciar um time para entregar sozinho o que antes exigia vários trabalhadores.
As funções práticas do fluxo de produção são desempenhadas por uma ou mais ferramentas de IA, como compiladores de código com assistência da IA e geradores de conteúdo. O trabalho do especialista sênior é operar a cadeia de agentes, com comandos e sequências lógicas e supervisionar as etapas de execução da IA.
Para o economista e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Robson Gonçalves, essa relação de trabalho, presente no mercado corporativo americano, ainda deve tardar a chegar com força no Brasil. "Lá no Vale do Silício, as empresas já buscam especificamente esses profissionais; aqui no Brasil, embora alguns já atuem substituindo equipes inteiras, ainda não existe um descritivo dessa função".
Em um artigo, Elena Verna, executiva que cunhou o termo HIC, conta que deu um passo atrás na carreira como diretora da empresa Lovable para voltar ao cargo de especialista. Dessa vez, sozinha e com o mesmo salário de diretora.














