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Até 2019, Teresinha Landeiro não se sentia especialmente tocada pela pintura. Frequentava todos os grandes museus das cidades por onde passava, apreciava muito daquilo que via, mas havia uma qualquer barreira que fazia com que não se deixasse tocar ou inspirar pelas obras a que se ia expondo. Tudo certo. Nem toda a gente tem de reagir aos mesmos estímulos, nem tem de sentir arrebatamentos com todas as formas de arte. Assim era, por isso, até ao dia em que acompanhou o guitarrista Pedro de Castro a uma exposição colectiva no Príncipe Real, em Lisboa, com o propósito específico de ver uma obra de um certo aguarelista português. O quadro em questão, ao fundo da sala, cativou-a, mas, ao desviar um pouco o olhar para o lado, ficou “completamente ligada a três quadros sobre Lisboa”. Tal como acontece nos filmes, conta a fadista ao Ípsilon, ficou tudo desfocado à sua volta, o cérebro a secundarizar o que se encontrava fora das molduras, ela a sentir-se “completamente louca com aquilo”.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.















