A graça da "crônica", pro autor, é isso de meio que só fazer sentido você escrever sobre o que está quente, vivo e ativo na tua cabeça.
Não adianta ficar fazendo listas de assuntos futuros, tentar imaginar o que pode vir a ser relevante. Os temas se impõem. E se impõem meio na base do "porque sim".
Então deixa eu te pedir licença pra, vez por outra, variar o assunto aqui. Hoje? Um versinho.
Uma vez, numa conversa com a minha filha, por alguma razão (coisa da escola?) ela me pediu pra dizer o que era "beleza".
Eu, pai nerd, fiquei uns dias pensando, até voltar com uma definição que, só depois, eu descobri que tinha um pedigree mais sólido na filosofia: a beleza —sentenciei, paterno, oracular— é aquilo que você nunca tinha imaginado que pudesse existir e que, quando aparece, muda tudo... Fica pra sempre como marca em você e no teu mundo. Igual amor.













