Nancy Meliñir mexe a panela de ferro na fogueira instalada no centro da casa onde recebe turistas em Lonquimay, na região de Araucanía Andina, no sul do Chile. Na estrutura de madeira e terra batida rodeada de neve, ela avisa: ali o tempo é diferente, não é hora de ficar olhando o relógio.
Ela cozinha pinhões, que vão em quase tudo que prepara, das massas ao café (na verdade uma infusão com o fruto, sem cafeína e adoçada com mel). "É o superalimento que nos ajudou a subsistir ancestralmente, que nos deu a vida", diz ela.
A refeição quente, preparada sob demanda, é combustível para enfrentar o frio lá fora. No Centro de Montaña Arenales, é possível brincar na neve com diferentes equipamentos e acessórios: com "raquetes" nos pés e bastões, de esqui ou de trenó. A entrada custa o equivalente a R$ 20, e o aluguel dos equipamentos pode ir a R$ 115 na alta temporada, dependendo do modelo.Saindo daquele espaço, a jornada continua montanha acima, em direção ao topo, a 1.900 metros de altitude. Nem sempre é fácil, e às vezes as raquetes vão ficando presas na neve. Mas o convite é desacelerar. A jornada pode terminar em uma banheira de ofurô instalada alguns níveis cima ou em uma enorme araucária milenar que precisa de sete pessoas para ser abraçada completamente.












