O governo dos EUA encerrou uma investigação comercial, na seção 301, e propôs um novo tarifaço de 25% sobre produtos importados do Brasil. A decisão vai caber ao presidente Donald Trump e pode ser tomada após um período de consultas que vai até 15 de julho. O Pix está entre os motivos citados como "práticas irrazoáveis" contra interesses americanos.

O governo brasileiro lamentou a decisão. O presidente Lula (PT) disse que Trump precisa explicar a medida a ele e acusou Flávio Bolsonaro (PL) —provável adversário nas eleições de outubro— de agir como traidor da pátria; o senador disse não ter feito pressão pelas tarifas no encontro recente que teve com o presidente americano.

Se entrar em vigor, a sobretaxa impactaria 21% do que é exportado para os EUA. Ministros falaram em tentar negociar com os americanos, em um momento em que outras questões também são alvo de discussão —como a designação, pelo Departamento de Estado, de facções criminosas como organizações terroristas.

O Café da Manhã desta quarta-feira (3) analisa a proposta de um novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. O advogado Celso Figueiredo, professor do MBA de Relações Governamentais da FGV (Fundação Getulio Vargas) e sócio da área do Barral Parente Pinheiro Advogados, explica os motivos e os possíveis impactos da investigação e discute como o caso afeta as relações entre Lula e Trump e a eleição no país.