Políticos do PT tentam associar anúncio americano as articulações de 'Eduardo contra o Brasil', enquanto senador presidenciável disse ter pedido 'expressamente' a Trump para 'não taxar nossas empresas' RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 11:02 Taxação de 25% por EUA gera disputa política no Brasil A proposta do USTR de taxar produtos brasileiros em 25% gerou trocas de acusações entre governo e oposição no Brasil. Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias criticaram Eduardo Bolsonaro, associando suas ações nos EUA ao tarifaço e defendendo o Pix, alvo de críticas americanas. Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido a Trump para não taxar empresas brasileiras, destacando a defesa do setor produtivo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A proposta do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) para taxar produtos brasileiros em 25%, o tarifaço americano, provocou reações na manhã desta terça-feira entre governistas e oposição. A tropa de choque de Lula, encabeçada pela deputada Gleisi Hoffmann (PR) e pelo deputado federal Lindbegh Farias (RJ), tentam colar o fato ao clã Bolsonaro, além de fazer uma defesa do Pix, alvo de críticas do USTR (leia mais abaixo). Em publicação na rede X, Gleisi associa a medida as articulações do deputado Eduardo Bolsonaro "nos EUA contra o Brasil". A parlamentar ainda salientou que o Brasil "não pode e não vai ceder nada no Pix". "O PIX é nosso, veio pra ficar e vamos defender essa conquista para o povo brasileiro", publicou a petista, chamando os bolsonaristas de "traidores da pátria, do povo brasileiro". Lindbergh também foi no mesmo tom, chamando a tarifa de "tariflávio" e reforçando que "O pix é do Brasil", pedindo "respeito ao Pix". "Quem faz política internacional contra o próprio país não pode depois fingir surpresa quando interesses estrangeiros avançam sobre conquistas nacionais. São uns canalhas, traidores da pátria!", disse o deputado em vídeo no X. O perfil do PT postou um card com as frases "O Pix é nosso", e "defendam o Brasil". Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro declarou em entrevista na manhã de hoje que ter pedido "expressamente" ao presidente dos EUA, Donald Trump, "para não taxar nossas empresas". "Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Tarifa não é solução. Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação, não com bravatas, como faz o Lula", declarou. Já Eduardo republicou a entrevista do irmão, sem fazer comentários sobre a medida do governo americano. Entenda o tarifaço O escritório americano concluiu a investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifa sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas em uma lista específica de produtos. Conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a medida abre uma nova etapa de consulta pública antes de eventual adoção de sanções comerciais. Segundo o USTR, determinados atos, políticas e práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem" o comércio dos Estados Unidos. Com a conclusão da investigação, o órgão apresentou medidas corretivas e abriu o caso para participação pública. A proposta prevê tarifa de 25% sobre todas as mercadorias brasileiras, embora o documento inclua 73 páginas de exceções. Entre os produtos que permaneceriam isentos estão materiais informativos, doações, determinadas carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, minerais, terras raras, aeronaves brasileiras e peças aeronáuticas, além de produtos químicos orgânicos, farmacêuticos e fertilizantes. O Pix aparece entre os principais pontos questionados. Segundo o USTR, o Banco Central favorece o sistema de pagamentos ao atuar simultaneamente como regulador e proprietário da plataforma, impor seu uso e limitar taxas cobradas por concorrentes americanos.
'O Pix é do Brasil': de Flávio à Gleisi, tarifaço dos EUA rende troca de acusações entre governo e oposição
Políticos do PT tentam associar anúncio americano as articulações de 'Eduardo contra o Brasil', enquanto senador presidenciável disse ter pedido 'expressamente' a Trump para 'não taxar nossas empresas'















